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Estado de Minas COVID-19

'É inaceitável não ter disponibilização de vacina', diz presidente da Sociedade Mineira de Infectologia

Afirmação contrária à CoronaVac do presidente Jair Bolsonaro, um dia depois de anúncio feito pelo ministro da Saúde Pazuello de compra de doses, surpreendeu Estevão Urbano


21/10/2020 09:21 - atualizado 21/10/2020 10:28

(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA PRESS)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA PRESS)

O presidente da Sociedade Mineira de Infectologia Estevão Urbano, reagiu à fala do presidente Jair Bolsonaro, de que o Brasil não comprará a Coronav, candidata à vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. "Do ponto de vista científico, é inaceitável não haver disponibilização de vacina", afirmou.

O anúncio de Bolsonaro ocorreu nas redes sociais, um dia depois de o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, ter firmado acordo para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac.

 

O infectologista aponta que é difícil fazer a leitura do cenário diante de posições tão divergentes dentro do governo. "Leitura difícil de ser feita sem estar dentro dos meandros para ter avaliação mais correta das falas e posições. A única coisa que dá para falar é que existe uma divergência de posições. Por outro lado, seja essa vacina ou seja outra que apresentar bons resultados, é fundamental o governo adquirir e distribuir para população", disse.

 

Em uma rede social, O presidente respondeu a um seguidor, dizendo que a Coronavac 'não será comprada'. Jair Bolsonaro ainda afirmou que 'qualquer coisa publicada, sem qualquer comprovação, vira traição', ao responder um cometário de que o ministro da saúde teria cometido uma traição ao firmar acordo para a compra da vacina.

Na terça (20), em reunião com governadores e secretários da Saúde, Pazuello afirmou que a 'vacina do Butantan' será 'a vacina brasileira'. Na mesma reunião, o ministério da Saúde anunciou a formalização de um protocolo de intenções para a compra de 46 milhões da vacina chamada CoronaVac, condicionada à aprovação pela Anvisa.


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