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Estado de Minas AEDES AEGYPTI

Para combater a dengue, mosquitos infectados com bactéria são soltos em BH

Mosquitos Aedes aegypti com bactéria Wolbachia foram soltos no Bairro Jardim Leblon na manhã desta segunda-feira (5)


05/10/2020 11:34 - atualizado 05/10/2020 13:06

(foto: Secretário Municipal de Saúde/Divulgação)
(foto: Secretário Municipal de Saúde/Divulgação)
Foi realizada nesta segunda-feira (5), no Bairro Jardim Leblon, em Venda Nova a primeira soltura em Belo Horizonte de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impossibilita que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, o que ajuda a reduzir a incidências dessas doenças. 

Além do Bairro Jardim Leblon, a soltura também será realizada ao longo do dia nos Bairros Copacabana e Piratininga também na Região de Venda Nova. Os locais foram escolhidos após análise das séries históricas de infestação por Aedes aegypti e incidência de doenças causadas pelo mosquito.

A ideia é liberar no ambiente o Aedes aegypti com wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais, a fim de permitir a geração de uma nova população destes mosquitos, todos com o microrganismo. Não existe modificação genética neste processo.

O projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, e o World Mosquito Program (WMP), coordenado no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com apoio do Ministério da Saúde. O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e o Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, estiveram presentes no evento.

A capital mineira foi a primeira cidade das Américas a realizar o levantamento randomizado controlado (com grupos escolhidos aleatoriamente) para avaliar o impacto do Método Wolbachia na redução da incidência de casos de arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. O projeto já é aplicado em outros 12 países .

Os mosquitos foram produzidos na biofábrica da Prefeitura de Belo Horizonte que tem capacidade de produzir até dois milhões de ovos de mosquito por semana, mas nesta primeira etapa estão sendo produzidos cerca de 275 mil mosquitos com a bactéria por semanalmente.

O método Wolbachia é complementar às demais ações de controle e prevenção da dengue, zika e chikungunya. A Wolbachia é um microrganismo intracelular e não pode ser transmitida para humanos ou animais. Mosquitos que carregam essa bactéria têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. 
 

Número de casos 

Em 2020, até o dia 01 de outubro, foram confirmados 4.482 casos de dengue em Belo Horizonte. Há 1.464 casos notificados pendentes de resultados das análises laboratoriais. Foram investigados e descartados 11.568 casos e uma morte foi confirmada.

Chikungunya 

Foram notificados 43 casos de chikungunya em moradores de Belo Horizonte. Foram confirmados 33 dentre os quais, 16 de pacientes que contraíram a doença na capital, seis importados e 11 em locais com origem indefinida. Há 10 casos em investigação para a doença. 

Zika

Até o momento não há caso confirmado de zika em residentes de Belo Horizonte. Todos os 52 casos notificados, foram investigados e descartados para a doença.


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