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Estado de Minas ESTELIONATO

Polícia prende suspeitos de fraudes bancárias em Minas

Investigações começaram há quatro meses; segundo a polícia, integrantes da quadrilha usavam dados pessoais das vítimas, adulteravam a carteira de motorista, abriam contas bancárias digitais e utilizavam os limites dos cartões


28/09/2020 19:21

A quadrilhava atuava em Minas Gerais há cerca de quatro anos, segundo a polícia(foto: Pixabay)
A quadrilhava atuava em Minas Gerais há cerca de quatro anos, segundo a polícia (foto: Pixabay)

Seis suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias que atua em Minas Gerais estão presos. O caso, batizado de Operação Clone, começou a ser investigado em julho, quando os três primeiros foram detidos. Os outros três foram capturados este mês. Um deles, na manhã desta segunda-feira (28), em São Paulo. O valor do prejuízo causado pela quadrilha ainda não foi contabilizado.

O grupo vinha aplicando o golpe há cerca de quatro anos e os comparsas ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais. As investigações, a cargo da Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Roubo a Banco, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), percebeu, há quatro meses, que havia aumentado o número de fraudes bancárias no estado.

 

As três primeiras prisões foram em flagrante, quando foram apreendidos vários materiais, como máquinas de cartões, documentos adulterados, cartões de crédito em nome de terceiros, solventes e produtos utilizados para “lavar” documentos, impressora, entre outros.

 

A partir das primeiras prisões, os policiais conseguiram identificar outros três integrantes da quadrilha. Dois foram presos em Contagem, no último dia 17. O outro investigado estava com mandado de prisão em aberto e foragido. Os trabalhos de busca culminaram na prisão em São Paulo.

 

Modus operandi

Segundo a polícia um dos suspeitos é proprietário de uma empresa, sendo ele o responsável por repassar aos demais integrantes os dados pessoais de futuras vítimas, como nome, RG, CPF, CNH, endereço etc.

 

De posse de todos os dados das vitimas, os criminosos adulteravam a carteira de motorista por computador, trocando a foto da vítima pela foto de um dos estelionatários.

 

Com o documento falso em mãos, faziam a abertura de conta e cartões de crédito em bancos virtuais. Os cartões de crédito em nome das vítimas logo que chegavam aos golpistas, eram desbloqueados e todo valor do limite descarregado nas máquinas de cartões pertencentes à organização, além de serem utilizados em compras pela internet e em viagens.

 

Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de estelionato, falsificação de documento e organização criminosa. As penas podem chegar a 19 anos de reclusão. A polícia prossegue na investigação, pois acredita-se que haja mais integrantes da quadrilha que ainda não foram identificados. 


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