Jornal Estado de Minas

AGLOMERAÇÃO

Praças ficam lotadas durante o domingo em BH; entenda o risco

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, com o índice Dow Jones a apenas 14 pontos de seu recorde de fechamento de 12.786,64 pontos, estabelecido em 20 de fevereiro; durante o pregão, o Dow Jones chegou a superar aquele nível. O Nasdaq fechou em leve baixa, pressionado pelo desempenho fraco das ações do setor de semicondutores. Operadores disseram que o mercado reagiu favoravelmente aos dados da inflação nos EUA em março, à baixa dos preços do petróleo, ao recuo dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) e a informes de resultados financeiros de empresas como Coca-Cola e Johnson & Johnson. "Os resultados do primeiro trimestre e as projeções de lucro que temos visto têm sido bastante saudáveis. Isso está tornando os investidores mais confiantes quanto ao crescimento contínuo", comentou Georges Yared, da Yared Investment Research. Entre as componentes do Dow Jones, as ações da Coca-Cola subiram 2,59% e as da Johnson & Johnson avançaram 2,43%, em reação a seus informes de resultados. As da Home Depot avançaram 2,28%, em reação ao indicador de construções de imóveis residenciais iniciadas em março. As da IBM subiram 0,98% e as da Intel avançaram 1,40%; ambas divulgariam resultados depois do fechamento (assim como Yahoo, cujas ações subiram 1,52%). Entre as empresas que divulgaram resultados também estavam Black & Decker ( 4,4%) e TD Ameritrade (-9,2%). As ações da avaliadora de crédito Fair Isaac caíram 8,6%, depois de a empresa rebaixar sua previsão de lucro para o segundo trimestre e para o ano. O índice Dow Jones fechou em alta de 52,58 pontos, ou 0,41%, em 12.774,04 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 1,38 ponto, ou 0 05%, em 2.516,95 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 3,01 pontos, ou 0,20%, para pontos. O Nyse Composite subiu 6,16 pontos, ou 0,06%, para 9.631,69 pontos. O volume negociado na Nyse alcançou 1,573 bilhão de ações, de 1,553 bilhão ontem; 1.738 ações subiram, 1.580 caíram e 129 fecharam nos mesmos níveis de segunda. No Nasdaq, o volume alcançou 1,914 bilhão de ações negociadas, de 1,806 bilhão ontem, com 1.279 ações fechando em alta e 1.749 em queda. As informações são da Dow Jones.

Caminhar, sentar no banco e brincar com as crianças. A reabertura das praças em Belo Horizonte retomou velhos hábitos de seus visitantes. Na manhã deste domingo (30), o Estado de Minas registrou muito movimento na Praça da Liberdade e da Assembleia, ambas na Região Centro-Sul da capital. Especialista alerta sobre os perigos de contágio da COVID-19 nesses ambientes.





Neste segundo fim de semana de retirada das grades que bloqueavam a entrada em alguns espaços públicos, a Praça da Liberdade recebeu muitos visitantes que se protegeram com máscaras para ver o verde que abriga o conjunto integrado de espaços culturais na cidade.

Ao analisar as imagens, Unaí Tupinambás, médico infectologista, professor da Faculdade de Medicina da UFMG e membro do Comitê de Enfrentamento à Epidemia de COVID-19 em Belo Horizonte, não considera que houve aglomeração, mas alerta sobre os riscos.

“As pessoas não podem aglomerar mesmo em um espaço aberto”, disse o especialista. Unaí relembra que é necessário que as pessoas mantenham o distanciamento físico de, pelo menos, dois metros. E, sempre que possível, deve-se usar máscara.



“Caso vá correr, nunca correr e andar ‘em pelotão’ (em grupo, próximos um do outro). Quando estou correndo, posso eliminar mais partículas virais. E essa partícula pode viajar mais de 20 metros”, alerta Unaí. “Andar em pequenos grupos, mantendo a distância entre cada um. Se possível, usar máscara. Se não for possível, usar o protetor facial”, recomenda.



Embora o risco de contágio do novo coronavírus em locais abertos e ventilados seja menor do que em ambientes fechados, o infectologista destaca que, com aglomeração, esse risco pode aumentar. “O ideal é correr sozinho. E se possível, em lugares desertos. Evitar de correr na praça, porque ali tem outras pessoas andando”, disse.

Perigo na Praça da Assembleia

Os riscos de contágio da doença respiratória também estão presentes no compartilhamento de brinquedos nos espaços públicos, como na Praça Carlos Chagas, conhecida como Praça da Assembleia.





Famílias com crianças lotaram a Praça da Assembleia (foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)


O espaço também chegou a ser bloqueado com grades. No mês passado, o EM mostrou que domingueiros furaram o bloqueio do local para praticar exercícios. Com a liberação, o espaço acostumado a receber crianças lotou de famílias neste domingo (30).

Além da grande quantidade de pessoas no local, a reportagem flagrou o uso compartilhado de brinquedos de circuito, balanços e escorregadores entre os visitantes.

Nos parques municipais que foram reabertos, esses espaços de convívio compartilhado não foram liberados. A reportagem questionou a prefeitura sobre o uso dos brinquedos, se podem continuar sendo usados mesmo com o risco de contágio da COVID-19. A Secretaria Municipal de Saúde disse que, para o uso compartilhado dos brinquedos, é importante que os pais sigam cuidados para a saúde das crianças, como a higienização das mãos, o banho ao chegar em casa e evitar a aglomeração.

Confira a resposta na íntegra:

"A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que mesmo diante do movimento de reabertura da cidade, a população é agente fundamental para o enfrentamento da Covid, pois todas as medidas de segurança e higiene já recomendadas devem continuar sendo adotadas para evitar a transmissão da doença. Regras como distanciamento social, uso correto de máscara; evitar aglomeração e conversas nos transportes e espaços coletivos são algumas medidas que devem ser mantidas em qualquer local. A orientação é que as pessoas só devem sair de casa se necessário. Para o uso compartilhado dos brinquedos, é importante que os pais sigam cuidados para a saúde das crianças, como a higienização das mãos, o banho ao chegar em casa, evitar a aglomeração dos brinquedos."

Praças podem ser fechadas novamente

Ao anunciar a reabertura das praças, em 20 de agosto, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, disse que se a população não respeitar, as grades podem voltar a bloquear o acesso aos locais.





"É muito importante que, ao ir a uma praça da cidade, as pessoas sejam responsáveis. Sei que é muito difícil correr de máscara, mas é possível correr utilizando um protetor facial de acrílico, que prende na testa e cobre nariz e boca. É extremamente importante que as pessoas se conscientizem da necessidade fazer isso. Pode ir a uma praça? Pode, mas tomando todos os cuidados para evitar que tenhamos que fechar a cidade de novo", salientou.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.



Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir

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Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.



Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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