Publicidade

Estado de Minas VIOLAÇÃO DA LEI

Polícia de São João Evangelista identifica autora de stories utilizando perfil falso

Crime cibernético é apontado como responsável por causar tumulto entre moradores do município


06/08/2020 16:15 - atualizado 06/08/2020 19:17

Adolescente que criou perfil falso no Instagram para divulgar ataques a moradores de São João Evangelista é identificada pela polícia(foto: Reprodução/ Facebook)
Adolescente que criou perfil falso no Instagram para divulgar ataques a moradores de São João Evangelista é identificada pela polícia (foto: Reprodução/ Facebook)
Um crime cibernético, em que informações foram postadas na rede social, sob perfil falso, causando tumulto na cidade mineira de São João Evangelista, motivou a Operação Cyber-Infamy, da Policia Civil, que acabou descobrindo a autoria dos ataques. Uma adolescente de 15 anos é suspeita de praticar ato infracional análogo ao crime de difamação, por meio de redes sociais, utilizando o perfil “fbi_sje”, no Instagram.

Segundo o delegado que cuidou das investigações, Luiz Jardim, os trabalhos de inteligência duraram cerca três meses, sendo constatado que a adolescente recebia mensagens via direct de pessoas diversas, sobre assuntos privados, principalmente supostas traições de casais, para, posteriormente, publicá-las no stories do perfil criado.

“A conclusão das investigações, além de permitir a responsabilização da suspeita do ato infracional, tem o objetivo de desestimular novos crimes cibernéticos dessa natureza, tendo em vista as consequências nocivas e imprevisíveis”, diz o delegado.

Segundo apurou a polícia, entre os agravantes dos ataques, uma pessoa da cidade, que não era a autora dos stories, passou a ser acusada de ser responsável pelas informações, e, por isso, chegou a sofrer ameaças, quando, na realidade, era também vítima.

Preocupação

A situação causou ainda mais preocupação, segundo o delegado, pois em janeiro deste ano, numa cidade próxima a São João Evangelista, uma jovem teria se suicidado por conta de difamações a seu respeito, divulgadas também em redes sociais.

Luiz Jardim informa que as investigações continuarão, pois o objetivo é identificar, também, as pessoas que enviavam as mensagens para a adolescente, para divulgação no perfil dela. Essas pessoas também são responsáveis pela violação da lei.

O nome da operação, segundo o delegado, foi escolhido por fazer referência ao modo pelo qual o ato infracional era praticado, por meio de rede social, com a divulgação de supostos fatos constrangedores, que não deveriam ser difundidos publicamente.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade