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Estado de Minas CRIME

Polícia desmonta esquema de quadrilha de estelionatários

Golpes eram aplicados em Uberlândia, Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves e Ibirité


postado em 14/07/2020 18:46 / atualizado em 14/07/2020 19:50

Investigados tinham vida de alto padrão e hábitos luxuosos, como a posse de carros importados(foto: Divulgação/ Polícia Civil de Minas Gerais)
Investigados tinham vida de alto padrão e hábitos luxuosos, como a posse de carros importados (foto: Divulgação/ Polícia Civil de Minas Gerais)
A Polícia Civil desencadeou, nesta terça-feira (14), a Operação Stellio, que tem como objetivo reprimir a ação de organizações criminosas especializadas na prática de estelionato por meio de redes sociais e internet em geral. Tais grupos tinham como alvo instituições financeiras.

Os golpes foram registrados no Triângulo Mineiro e na Região Central de Minas Gerais. A polícia considera que conseguiu desbaratar a quadrilha autora dos crimes, com as prisões de quatro suspeitos em Belo Horizonte, além de Contagem, Ribeirão das Neves e Ibirité, na Região Metropolitana.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de judiciais em todos esses municípios. Os golpes superam a casa dos R$ 500 mil.
 
A operação foi comandada pelo delegado Marcos Tadeu de Brito Brandão, do 9º Departamento de Polícia Civil, em Uberlândia. Segundo ele, o golpe começou a ser desvendado com a prisão, na cidade do Triângulo Mineiro, no dia 26, do primeiro envolvido: um homem de 27 anos.
 
“A investigação teve início quando descobrimos uma estratégia desenvolvida pelos suspeitos no sentido de burlar a segurança de instituições bancárias. Eles faziam pedidos para cartões de crédito, que eram aprovados. Para utilizá-los, eram usados grupos de mensagens”, diz o delegado.
 
O suspeito foi localizado em um flat, no Centro de Uberlândia. A investida confirmou que ele levava uma vida nababesca, de grande luxo, financiada pelos golpes praticados.
 
Na primeira fase das investigações, em 30 de junho, foram apreendidos vários equipamentos e softwares, bens de alto valor, entre eles carros de luxo, além de bloqueados valores que estavam em contas correntes dos investigados.
 
“Foi montado um grupo de mensagens no qual eles trocavam informações sobre as potenciais vítimas. Com programas apropriados, eles falsificavam documentos públicos e, posteriormente, utilizavam a documentação para conseguir crédito junto às instituições financeiras. Em posse dos cartões de crédito, eles os utilizavam para fazer compras até estourarem o limite. Depois, também usavam o cartão para clonagem de outros cartões”, explica Marcos Tadeu.
 
No total, 11 suspeitos de integrarem a quadrilha já estão presos. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar as demais pessoas envolvidas não só na prática do estelionato, mas também na associação.


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