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Estado de Minas

Com aproximação do pico do coronavírus, Governo de Minas recua flexibilização

Comitê Extraordinário COVID-19 adiou a implantação da onda amarela, onde estabelecimentos comerciais como papelarias, salões de beleza e lojas de roupas poderiam funcionar


postado em 02/07/2020 13:59 / atualizado em 02/07/2020 14:52

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
O Comitê Extraordinário COVID-19 do Governo Estadual de Minas Gerais manteve a suspensão da onda amarela do plano Minas Consciente. A decisão foi tomada hoje em reunião, e teve como principal fator a aproximação do pico da pandemia do coronavírus no Estado, previsto para o próximo dia 15. Na prática, papelarias, salões de beleza, lojas de roupas, entre outros estabelecimentos, deverão permanecer fechados.

Assim, 11 regiões do Estado serão mantidas na onda verde, quando é permitida a abertura somente de serviços essenciais, a exemplo de padarias, supermercados e farmácias. Como as macrorregiões Leste do Sul, Norte e Sul de Minas Gerais apresentam taxa de ocupação de leitos controlada até o momento, continuarão seguindo os protocolos da onda branca por mais uma semana, com funcionamento de atividades como autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas.

“O pico da pandemia vai ser, de acordo com estudos feitos por estatísticos e epidemiologistas, no dia 15 de julho. Então, este será o mês em que atingiremos o ápice na curva de casos e, infelizmente, de óbitos e internações. Eu peço a todos os mineiros que tenham cuidado, que façam tudo que estiver ao seu alcance, no sentido do distanciamento, uso de máscaras e das medidas de higiene. Aqueles que puderem se manter isolados, façam isso. Esse é o momento mais crítico e sensível da pandemia”, afirmou o governador Romeu Zema.

O plano Minas Consciente foi proposto para promover a retomada econômica gradual e coordenada nas cidades mineiras, e setoriza as atividades econômicas em quatro ondas – onda verde, serviços essenciais; onda branca, primeira fase; onda amarela, segunda fase; onda vermelha, terceira fase –, a serem liberadas para funcionamento de acordo com alguns indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença. O objetivo é orientar as prefeituras, ficando a critério de cada prefeito aderir e seguir os protocolos em seu município.

Ao todo, 168 prefeituras oficializaram a adesão ao plano, alcançando cerca de 4 milhões de pessoas. As mudanças de ondas são avaliadas semanalmente pelo Comitê Extraordinário COVID-19. Além do governador e de todo o secretariado do Executivo mineiro, o grupo, criado especialmente para monitorar o avanço da epidemia no estado, conta com representantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público de Minas Gerais, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas do Estado, entre outros órgãos estratégicos.


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