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Estado de Minas MEDIDA RIGOROSA

Kalil não seguirá com abertura das atividades e ameaça lockdown em BH

Explosão de casos e mortes por coronavírus na capital ameaça nova etapa de abertura gradual da economia


postado em 23/06/2020 17:47 / atualizado em 23/06/2020 18:44

Prefeito se mostrou preocupado com o aumento da ocupação de leitos, hoje superior a 80%(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Prefeito se mostrou preocupado com o aumento da ocupação de leitos, hoje superior a 80% (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, anunciou nesta terça-feira (23) que poderá adotar medidas mais rigorosas para diminuir o contágio do novo coronavírus na cidade. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele afirmou que não prosseguirá com o processo de reabertura das atividades e poderá adotar o lockdown (fechamento total) diante da explosão de casos e mortes por COVID-19 na capital mineira. 

Nesta terça-feira, BH chegou ao número de 4.667 casos e 96 mortes pela doença. Segundo balanço da prefeitura, há 3.804 pacientes recuperados e 767 em acompanhamento.

Na sexta-feira passada, o chefe do Executivo municipal já havia alertado a população sobre o aumento das aglomerações de pessoas, sobretudo nos fins de semana. “Se os churrascos continuarem, não teremos problemas em fechar a cidade”, afirmou. 

Kalil esteve reunido virtualmente com o secretário de Saúde Jackson Machado Pinto e com infectologistas para discutir ações de combate à COVID-19. A maior preocupação é com o aumento da ocupação dos leitos, que segundo a prefeitura está na faixa dos 86%.

Dentro da classificação estabelecida pelo Comitê de Enfrentamento e Combate ao coronavírus da capital, esse índice levará automaticamente ao fechamento do comércio não essencial.

“A população que não é consciente, que não sabe o que é morrer sem ar, tem que saber que ela pode morrer sem ar por falta de respiradores ou de médicos. Temos um excelente sistema de saúde, todos sabem disso. Estamos numa luta tremenda e vamos continuar lutando. Não tem nada vencido. O quadro vai piorar e pode subir. Nós nem cogitamos abertura nesta semana. Não temos a menor possibilidade de nenhuma abertura”, afirma Kalil. 

Segundo Kalil, BH contratou 14 mil profissionais de saúde, 825 durante a pandemia. Ele também destacou que as 14 barreiras sanitárias instaladas na capital foram capazes de detectar mais de 5 mil pessoas infectadas. 


Análise dos números e leitos


“Os cientistas já falaram que o momento é perigoso. Isso te garanto que não vou abrir. Agora, se vou fechar ou se vou manter o pouco (comércio) que abrimos é uma questão de números. Hoje, no final da tarde vou ter esses números, e isso vai possibilitar a decisão sobre o futuro de Belo Horizonte, que é a nave-mãe do estado”, ressalta o prefeito de BH. 

Apesar da falta de respiradores, ele disse que a cidade desocupou leitos desde o início do ano para atender aos pacientes com coronavírus: “O que aconteceu aqui foi que começamos a nos preparar em janeiro. Suspendemos todos as cirurgias não urgentes para desocupar os leitos. Não abrimos nenhum hospital de campanha, mas colocamos leitos equipados com respiradores. Temos nos preocupado com o material humano. Não sei se 90 mortes é muito, mas dentro do que estamos vendo é que os que morreram é porque a ciência luta contra a morte. Mas não morreram na fila ou precisando de atendimento”.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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