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Estado de Minas PANDEMIA

Em clima de reabertura, BH tem maior taxa de ocupação de leitos desde o início da pandemia

Conforme a prefeitura, 64% das unidades voltadas à terapia intensiva estão ocupadas, enquanto 49% das de enfermaria também estão em uso


postado em 05/06/2020 18:17 / atualizado em 05/06/2020 18:20

Taxa de ocupação de leitos para COVID-19 nunca foi tão alta em BH(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Taxa de ocupação de leitos para COVID-19 nunca foi tão alta em BH (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

 

Belo Horizonte anunciou nesta sexta-feira (5) mais uma reabertura do comércio, desta vez englobando 92% dos empregos ativos, segundo números do secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto. A decisão da prefeitura aconteceu um dia depois de a cidade registrar suas maiores taxas de ocupação dos leitos de UTI e enfermaria dedicados à COVID-19 desde o início da pandemia.

 

Conforme boletim do próprio Executivo municipal, 64% das unidades de terapia intensiva estavam em uso na quinta-feira (4). O recorde anterior havia sido alcançado um dia antes, na quarta: 63%.
 
Para efeito de comparação, quando a prefeitura anunciou a primeira flexibilização, em 22 de maio, a cidade tinha 40% dos seus leitos de UTI ocupados: houve um crescimento de 14 pontos percentuais desde então.
 
Apesar de o crescimento preocupar, o secretário de Saúde, Jackson Machado Pinto, garantiu na coletiva desta sexta que a cidade trabalha para aumentar a oferta de leitos de UTI. Segundo ele, caso haja essa melhoria, a taxa de ocupação cairia para 41% na cidade.
 
“Temos uma possibilidade de expansão dos leitos de UTI breve. Caso essa expansão seja realmente necessária, se a gente mantiver o mesmo número de pessoas internadas hoje em CTI, essa taxa de ocupação passa a ser de 41%. Então, a gente tem uma folga bastante tranquila pra gente poder proceder alguma liberação das atividades comerciais”, explicou Machado Pinto.
 
“Todo mundo se lembra que nós trabalhamos para evitar que a curva de casos ultrapasse a curva de oferta de serviços de saúde”, completou.
  

 

Leitos de enfermaria 

 

Recorde também na ocupação dos leitos de enfermaria voltados aos pacientes menos graves infectados pelo novo coronavírus. Na quinta, 49% deles estavam ocupados, um ponto percentual a mais que o índice de quarta.
 
O aumento na ocupação é substancial em relação à flexibilização do dia 22 de maio. Àquela altura, o indicador apontava para 37% de uso das unidades em BH.
 

“Tranquilidade”

 
Apesar dos recordes negativos, o fato dos dois índices se manterem fora da chamada “faixa vermelha” dá “certa tranquilidade” ao secretário de Saúde de BH.
 
Isso porque a ocupação de leitos na cidade só se torna crítica quando a taxa ultrapassa os 70%. Entre 0% e 49%, caso da atual situação das unidades de enfermaria, a classificação é a verde; entre 50% e 69%, passa a ser amarela (quadro atual dos leitos de UTI).
 
Outro índice determinante para a reabertura do comércio é o número médio de transmissão do vírus por paciente infectado, atualmente em 1,07 em BH (estágio amarelo). Se esse índice superar a marca de 1,2, a situação passa a ser mais grave, na cor vermelha.
 
“Isso nos dá uma certa tranquilidade para promover alguma alteração”, disse Jackson Machado Pinto instantes antes de anunciar quais setores do comércio poderão funcionar a partir de segunda (8).
 
Relembre os setores na lista abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Artigos usados
  • Artigos esportivos de camping e afins
  • Calçados
  • Artigos de viagem
  • Artigos de joalheria
  • Souvenirs, bijuterias e artesanatos
  • Plantas, flores e artigos para animais (exceto comério de animais vivos)
  • Bebidas (sem consumo no local)
  • Objetos de arte e decoração
  • Instrumentos musicais e acessórios
  • Tabacaria, armamentos e lubrificantes
Todo o comércio atacadista dos setores citados acima também poderá funcionar, porém das 5h às 17h. No varejo, das 11h às 19h.

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