Publicidade

Estado de Minas UFMG PLANEJA RETORNO

UFMG pode adotar ensino remoto emergencial, diz reitora

Segundo Sandra Regina Goulart Almeida, universidade deve adotar regime para alguns cursos, mas salientou necessidade de debate com cada área e da ampliação do acesso dos alunos e professores à internet


postado em 02/06/2020 21:09 / atualizado em 02/06/2020 23:26

Sandra Goulart afirmou que universidade vai debater caso a caso para chegar a uma solução igualitária quanto ao acesso à educação(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 8/4/19)
Sandra Goulart afirmou que universidade vai debater caso a caso para chegar a uma solução igualitária quanto ao acesso à educação (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 8/4/19)

 

A reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Regina Goulart Almeida, afirmou nesta terça-feira (2) que a instituição deve adotar "ensino remoto emergencial" para dar sequência ao ano letivo de 2020.

 

Segundo Sandra, a UFMG passa por uma fase de planejamento e debate com a comunidade acadêmica, para depois tomar as decisões sobre o retorno das aulas. No entanto, ela ressaltou a possibilidade de optar pelo ensino remoto.

 

“O ensino remoto emergencial é bem diferente de uma educação a distância. Ele pode ser configurado de várias formas, de maneira emergencial, num contexto em que as atividades presenciais não podem ocorrer. A UFMG tem se preparado um pouco pra isso. As pessoas podem ficar tranquilas, porque não serão prejudicadas”, ressaltou a reitora em live transmitida na página oficial da universidade no Instagram.

 

 

 

A reitora da maior universidade de Minas disse em diversas oportunidades, durante a transmissão, que qualquer medida tomada levará em conta as desigualdades de acesso à internet entre alunos, professores e pesquisadores.

 

Ela anunciou ainda que um questionário será disponibilizado a docentes e discentes para avaliar qual a real situação da comunidade acadêmica quanto ao acesso à internet. Isso deve acontecer em breve.

 

"A nossa preocupação é enorme com a questão de acesso e inclusão. Nós sabemos que a desigualdade digital é enorme no nosso país. Tanto a direta, que são aquelas pessoas que não têm acesso algum, quanto à indireta, que são aquelas que tem acesso a algum tipo de dispositivo, mas não é o adequado", afirmou.

 

Caso a caso

 

Ainda durante a transmissão ao vivo, Sandra Regina Goulart Almeida ressaltou que entende as diferenças entre as graduações e extensões da UFMG, defendendo que as medidas serão tomadas a partir de debate com a comunidade acadêmica.

 

Como exemplo, ela citou aqueles que cursam odontologia, graduação na qual as atividades em laboratório são grande parte da grade curricular.

 

"Temos que agir com responsabilidade, precaução e cautela. Entendo que as pessoas estão ansiosas, porque nunca tivemos que lidar com um problema dessa magnitude. Então, não há respostas prontas. O que estamos fazendo é uma construção conjunta, um diálogo com nossa comunidade”, explicou.

 

Ela também afirmou que a decisão sobre o planejamento adotado não depende da reitoria da universidade, mas do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).

 

“Estamos em um momento de planejamento, porque sabemos que o vírus estará conosco por um longo tempo. Precisamos ouvir as autoridades sanitárias, porque esse não é o momento (de retorno das atividades presenciais). Temos que pensar quais as etapas que vamos desenvolver até lá”, completou.

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade