Publicidade

Estado de Minas

Alerta vermelho para COVID-19 em BH: confira o que pode funcionar

Com aumento da velocidade de transmissão e ocupação dos leitos para coronavírus, prefeitura suspende anúncio de novas autorizações de funcionamento do comércio e empresas


postado em 30/05/2020 14:21 / atualizado em 30/05/2020 15:00

Shoppings populares voltaram a funcionar na segunda feira (25), mas com restrições(foto: Leandro Couri/EM-DA Press)
Shoppings populares voltaram a funcionar na segunda feira (25), mas com restrições (foto: Leandro Couri/EM-DA Press)
Após primeira fase de abertura que liberou o funcionamento de 9.771 empresas e 28.451 Microempreendedores Individuais (MEIs) em Belo Horizonte, desde segunda-feira (25), a prefeitura da capital anunciou que o nível de alerta do termômetro da COVID-19 ficou vermelho. A segunda etapa da fase 1 de flexibilização para novos setores, que se iniciaria nesta segunda-feira (1º), será reavaliada até a sexta-feira da próxima semana.

A decisão foi tomada após divulgação de dados indicando o aumento da ocupação de leitos de UTI e da velocidade de contaminação, apontando a expansão da epidemia. Os indicadores do 3º Boletim de Monitoramento, pelo Comitê de Enfrentamento à Epidemia da  COVID-19, apresentados no final da tarde de ontem, se referem ao nível da pandemia na capital nos últimos sete dias.

Os números apontam o aumento da velocidade de transmissão por infectado (Rt), que subiu do amarelo (1,09) para vermelho (1,24) indicando a expansão da epidemia. A ocupação de  leitos de UTI exclusivos para coronavírus passou de verde (40%) para 52% (amarelo) e os de enfermaria progrediram em uma semana, de 34% (verde) se aproximando de 43% (amarelo).

Esses resultados fizeram a PBH  manter a autorização somente para estabelecimentos que não tiveram as atividades suspensas e os que receberam permissão pelo Decreto 17.361, na primeira etapa da fase 1 do cronograma de flexibilização.

“Os impactos da primeira semana da reabertura do comércio nos indicadores epidemiológicos só serão perceptíveis nas duas semanas seguintes, que é o período de incubação da doença. A velocidade de circulação do vírus na capital é muito inferior em relação à de inúmeros municípios do interior. De toda maneira, acompanhar os dados na próxima semana será fundamental para decidirmos pelo fechamento de atividades ou pela progressão da abertura”, explicou o secretário Municipal de Saúde Jackson Machado.

As datas das próximas fases ainda serão avaliadas e dependerão dos indicadores epidemiológicos e assistenciais, bem como do comportamento da população e dos comerciantes no retorno, que sinalizarão sobre a necessidade de permanência ou progressão.

Os setores autorizados a funcionar no início da semana foram definidos de acordo com o respectivo risco sanitário, de aglomeração e de permanência de pessoas envolvidas. São eles:
 
- Comércio varejista de artigos de iluminação;
- Comércio varejista de artigos de cama, mesa e banho;
- Utensílios, móveis e equipamentos domésticos, exceto eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo;
- Tecidos e armarinho;
- Artigos de tapeçaria, cortinas e persianas;
- Limpeza e conservação;
- Artigos de papelaria, livraria e fotográficos;
- Brinquedos e artigos recreativos;
- Bicicletas e triciclos, peças e acessórios; 
- Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal;
- Veículos automotores;
- Peças e acessórios para veículos automotores;
- Pneumáticos e câmaras-de-ar;
- Comércio atacadista dos artigos de comércio varejista permitidos na fase 1, a partir de 25 de maio;
- Cabeleireiros, manicure e pedicure;
- Centros de comércio popular instituídos a qualquer tempo por operações urbanas visando a inclusão produtiva de camelôs, desde que localizados no Hipercentro ou em Venda Nova.
 

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade