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Estado de Minas COVID-19

Moradores de BH têm mais medo de coronavírus do que das consequências econômicas

Pesquisa CDL/BH-Instituto Quaest aponta ampla aprovação da população às medidas tomadas para conter o avanço da doença


postado em 06/04/2020 18:27 / atualizado em 06/04/2020 18:44

Comércios fecharam as portas por medida de segurança(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A. Press)
Comércios fecharam as portas por medida de segurança (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A. Press)

A população de Belo Horizonte tem mais medo de ser vítima da pandemia de coronavírus e não conseguir tratamento adequado do que das consequências econômicas que a crise de saúde irá provocar. É o que mostra pesquisa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH)/Instituto Quaest.

Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados estão mais preocupados com a doença e 35% com a economia. As mulheres e os mais velhos são os que mais temem a doença. Já entre as classes sociais não há diferença significativa de percepção.

A grande maioria dos belorizontinos aprova as medidas adotadas para conter o avanço da epidemia:
  • fechamento de escolas e universidades (91% de aprovação);
  • obrigação de ficar em casa (84%);
  • fechar totalmente o comércio (77%);
  • fechar as fronteiras estaduais (75%).

Quanto às medidas que devem ser tomadas daqui em diante, 41% dos entrevistados defendem manter o isolamento e o comércio fechado até o surto passar. Outros 35% defendem manter o isolamento por entre 10 e 15 dias e daí reabrir o comércio. Somente 17% defendem isolar apenas o grupo de risco.

“O resultado da pesquisa mostra a gravidade da crise e como a população está consciente da necessidade de colaborar para que tudo seja superado da melhor maneira possível”, avalia Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL/BH. “Há as duas faces da crise que precisam ser enfrentadas com seriedade e responsabilidade: a saúde e a economia”.

Avaliação dos governantes

A pesquisa também avaliou o desempenho dos governantes diante da crise. A avaliação do desempenho de Kalil durante a crise é favorável. O governador Romeu Zema (Novo), tem um desempenho regular para positivo. Bolsonaro é quem tem o pior desempenho entre os três.

  • Prefeito de BH, Alexandre Kalil: 69% de aprovação
  • Governador de Minas, Romeu Zema: 27% de aprovação
  • Presidente da República, Jair Bolsonaro: 22% de aprovação

Riscos na economia

A pesquisa também aponta que os moradores de Belo Horizonte estão pessimistas com as consequências na economia durante a pandemia de coronavírus. Pelo levantamento, caiu de 57% para 13% em menos de um mês aqueles que acham que a capacidade financeira para consumo irá melhorar nos próximos seis meses.

A capacidade de se manter financeiramente durante a crise preocupa a população. Segundo o estudo, 19% afirmam conseguir se manter por menos de um mês se ficar sem renda. Outros 15% se sustentam por um mês, 10% por dois meses e 14% por três meses. 

Os que têm fôlego maior são poucos: 15% aguentam de 4 a 6 meses, 11% até 1 ano e 10% mais de um ano. O problema é maior entre os jovens e de menor renda.

Medo do desemprego

Segundo a pesquisa, 31% da população teme perder o próprio emprego ou o de alguém da família, enquanto 32% não veem esse risco e 37% não souberam responder.

Dos entrevistados, 49% disseram já ter sofrido prejuízo econômico com a crise.

Menos consumo

Por conta desse cenário, 44% dos belorizontinos admitem já estar gastando menos do que o de costume, enquanto 21% gastam da mesma forma e 35% tiveram que consumir mais. 

Dos entrevistados, 22% já cancelaram algum contrato ou pagamento de serviço e 42% pretendem cancelar se o surto perdurar.

Compras online

A pesquisa também aferiu os hábitos de compras online, que ganhou importância durante a crise como alternativa às lojas fechadas. O resultado aponta que 27% dos pesquisados afirmam ter comprado mais do que de costume para entregas em casa. Outros 28% compraram a mesma quantidade de sempre e 14% compraram menos do que de costume. Há ainda 31% que jamais compraram dessa maneira.

A pesquisa ouviu 600 pessoas entre os dias 28 e 31 de março e tem margem de erro de 4,2 pontos percentuais.

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