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Estado de Minas COVID-19

Veja desinfetante alternativo para evitar a propagação do coronavírus em casa

O Estado de Minas conversou com um infectologista da UFMG, que explicou o que deve ser feito dentro de casa para barrar a disseminação do vírus


postado em 19/03/2020 15:58 / atualizado em 19/03/2020 16:29

Água sanitária diluída pode substituir o álcool como desinfetante em superfícies e objetos dentro de casa(foto: Reprodução/Pxhere)
Água sanitária diluída pode substituir o álcool como desinfetante em superfícies e objetos dentro de casa (foto: Reprodução/Pxhere)

Enquanto a recomendação é ficar dentro de casa para evitar a propagação intensa do novo coronavírus, a tendência é que banheiros, quartos, paredes e vidros fiquem sujos mais rapidamente do que em dias normais. Além disso, com o aumento de serviços de entrega, é necessário ficar atento a quem entra em sua residência. O Estado de Minas conversou com o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Mateus Westin sobre como e quando limpar os cômodos do lar.

Em meio à pandemia de coronavírus, quando se pensa em desinfetante, o álcool é um dos primeiros a ser lembrado. No entanto, com o produto em falta na maioria dos estabelecimentos das grandes cidades, há outro componente conhecido que serve de substituição, desde que devidamente diluído: a água sanitária.

ATENÇÃO: o produto só serve como substituição na hora de lavar paredes, vidros e pisos. NUNCA passe água sanitária no corpo. 

“A gente tem estudo, de outros contextos epidêmicos e de outros coronavírus que já circulavam, mostrando que desinfetantes comuns têm ação na redução da propagação do vírus. Esses estudos mostraram que a água oxigenada e a água sanitária soam eficazes na eliminação do coronavírus”, explica o infectologista. 

No caso da água sanitária, Westin ressalta que o produto deve ser diluído em água comum. A recomendação é diluir 200ml de água sanitária 2,5% (concentração comercial) em 5L de água - isso gera uma solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) à 0,1%. “Foi essa concentração que se mostrou eficaz nos estudos prévios e que, possivelmente, também é eficaz para a atual variante MERS-cov2”, informou. 
 
“Esses desinfetantes são importantes porque nem tudo pode ser limpado com água e sabão. O vírus tem a capacidade de ficar retido na superfície de um objeto e, até pelo preço, esses produtos podem são uma boa alternativa para o álcool”, observa. 

Westin lembra que as águas sanitária e oxigenada foram utilizadas recentemente, quando várias cidades mineiras enfrentaram problemas de grandes enchentes. Na ocasião, os desinfetantes foram utilizados para evitar doenças como  leptospirose e hepatite A. 

VÍRUS DENTRO DE CASA| Caso a recomendação de isolamento dentro de casa for cumprida, a única chance de as pessoas terem contato com vírus é se elas receberem visitas. Por isso, em um contexto como esse, é importante reduzir ao máximo o número de pessoas que entram em seu imóvel, inclusive deliveries - neste caso, a dica é recolher a compra do lado de fora da residência.

Depois de pegar a mercadoria, a recomendação é lavar com água e sabão as embalagens. Em caso de frutas, verduras e legumes, também se recomenda a lavagem. 

Caso não seja possível permanecer em casa, é importante trocar de roupa assim que voltar da rua. Lembre-se: o vírus pode ficar em objetos, superfícies e também em tecidos. “Se você está no elevador, uma outra pessoa que tem o vírus tosse e você encosta na parede ou no corrimão, você vai levar o vírus para casa”, conta o especialista. 

Justamente por isso, a recomendação é de também lavar com água e sabão as roupas. 

No entanto, Westin ressalta que não se justifica entrar em pânico, porque não se sabe exatamente por quanto tempo o vírus pode ficar retido nas superfícies, de acordo com as circunstâncias. “Isso vai depender de cada superfície. Foram feitos vários estudos anteriormente e isso depende da quantidade de secreção respiratória liberada, depende do tipo de material, se o lugar está ventilado, dentre outras coisas”. 


*Estagiário sob supervisão do subeditor Eduardo Murta 

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