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Estado de Minas

Corpos de casal são encontrados no Barreiro; uma pessoa continua desaparecida

Na sexta-feira, um barranco cedeu, atingiu pelo menos cinco casas na Vila Bernadete e soterrou sete pessoas


postado em 26/01/2020 10:07 / atualizado em 26/01/2020 11:17

(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

O Corpo de Bombeiro localizou os corpos de um casal que estava desaparecido no soterramento na Vila Bernadete, no Barreiro, na manhã deste domingo. Com isso, seis vítimas já foram resgatadas dos escombros das casas que foram soterradas por um barranco que desabou na sexta-feira. Uma pessoa permanece desaparecida.

Mais cedo, os militares já haviam encontrado os corpo de João Lucas, uma criança de aproximadamente três anos, e uma mulher. 

Com o resgate de mais esses corpos, o número de mortos em decorrência da chuva histórica que atingiu Minas nos últimos dias subiu para 37. Essa soma salta para 48, se considerado todo o período chuvoso, entre outubro e semana passada.

A prefeitura de Belo Horizonte não considerava a Vila Bernadete, no Barreiro, uma área de risco e assume que recebeu às 16h30 de sexta-feira um chamado da Regional Barreiro, órgão da administração municipal, para vistoriar o local, mas priorizou outras ocorrências. 

Menos de cinco horas depois, o barranco foi abaixo, com saldo de dois mortos e cinco desaparecidos até a noite de ontem. Cerca de 50 famílias foram retiradas de suas casas. O prefeito Alexandre Kalil classificou o episódio como um “desastre natural” e informou que a força-tarefa da chuva vai continuar por tempo indeterminado, até a reconstrução da cidade.

A população da Vila Bernadete disse que tentou ligar para a Defesa Civil desde a madrugada de sexta-feira, avisando sobre uma escavação no quintal de uma casa que estava jorrando água e desmoronando. “Ligamos para a Defesa Civil e ninguém atendeu”, conta Valdirene Aparecida Diniz, de 49, que perdeu a casa. Segundo ela, a Polícia Militar (PM) foi ao local, às 12h30 e aconselhou a saída. Às 21h, as casas desceram junto com o barranco. As buscas por sobreviventes começaram apenas na manhã de sábado, quase 12 horas depois.

Kalil, que visitou o local na manhã de ontem, disse que o telefone da Defesa Civil estragou na tarde de sexta-feira, quando o órgão público recebeu mais de 500 chamadas relacionadas à chuva, considerada a mais intensa já registrada em BH no período de 24 horas. O prefeito não soube precisar por quanto tempo o telefone da prefeitura ficou indisponível.


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