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Estado de Minas

Coronel que levou dois tiros no rosto na Grande BH está acordado e consciente; cabo passa por tomografia

Casal foi vítima de tortura na casa onde mora, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Três membros da quadrilha foram presos e outros três morreram em confronto com a PM


postado em 08/01/2020 15:41 / atualizado em 08/01/2020 15:54

O coronel Alex de Melo, reformado na Polícia Militar(foto: Divulgação/PMMG)
O coronel Alex de Melo, reformado na Polícia Militar (foto: Divulgação/PMMG)

 

A Polícia Militar atualizou o estado de saúde do coronel Alex de Melo, de 50 anos, e da cabo Raiana Rodrigues Figueiredo, de 34, na manhã desta quarta-feira (8). De acordo com a corporação, o homem, que sofreu dois tiros no rosto e foi vítima de tortura, está acordado, consciente e já recebe dieta líquida.


O caso da mulher, que também levou um tiro na cabeça e outro nas costas, inspira maiores cuidados. Ela passou por tomografia na manhã desta quarta e, segundo a PM, a equipe médica não constatou aumento da lesão sofrida. Por isso, a sedação foi cortada.

 

Cabo Raiana Figueiredo está em estado grave no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em BH(foto: Divulgação/PMMG)
Cabo Raiana Figueiredo está em estado grave no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em BH (foto: Divulgação/PMMG)
 


Ainda de acordo com a corporação, Raiana Rodrigues Figueiredo deve acordar assim que o efeito do medicamento passar. O estado de saúde é estável, mas ainda grave.

 

Eles estão internados no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em BH, desde segunda-feira. 


Nessa terça, a polícia prendeu o sexto envolvido no caso. Ele não foi identificado, mas a corporação o prendeu no Bairro Cachoeirinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O acusado estava com um segundo carro roubado do casal em Igarapé, na Grande BH, onde aconteceu o crime.


As investigações seguem com a Polícia Civil. A corporação trabalha com a possibilidade da quadrilha ser formada por sete ou oito membros. Com isso, pelo menos mais um ainda é procurado pelas autoridades.


Na tarde desta quarta, uma nova entrevista coletiva será concedida pelo delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, do Departamento de Operações Especiais (Deoesp).


Diego Mateus de Oliveira Santana, de 23 anos, e Wendel Oliveira Silva Rodrigues, de 22, já foram detidos. Eles prestaram depoimento nessa terça.


Dos três homens que foram mortos após a troca de tiros com a Polícia Militar, apenas um foi identificado: Taysson Gustavo Gomes da Silva, de 18.


O caso


Conforme o boletim de ocorrência, os criminosos, sendo eles magros, de estatura mediana e jovens, invadiram a casa do militar, agrediram e atiraram duas vezes na cabo e outras duas no coronel.


A cabo de 34 anos foi atingida por um disparo na cabeça e um nas costas e teve a perna quebrada, o que resultou em fratura exposta. Diante da gravidade da situação, a militar foi socorrida pelo helicóptero da Polícia Militar até ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.


O coronel, de 50 anos, que também foi baleado na cabeça, foi encaminhado ao CTI da mesma unidade de saúde. O helicóptero da corporação o levou, assim como a companheira.


De acordo com o coronel Olímpio Garcia, comandante do policiamento especializado, a principal tese da corporação é que os criminosos agiram com ódio ao saber que as vítimas eram militares.


“Um dos que foi preso confessou isso. Eles começaram a agredir por se tratar de policiais militares. No estado de Minas Gerais, a nossa resposta é proporcional a qualquer agressão contra qualquer integrante do estado, qualquer policial militar”, afirmou.


Segundo o coronel Eduardo Felisberto Alves, o fato começou por volta das 22h30 desse domingo (5). Os acusados deixaram a cena do crime por volta de meia-noite e fugiram no veículo da cabo Raiana. O carro foi abandonado e incendiado nas proximidades minutos depois do crime.


Eles, depois, fugiram num Fiat Palio. A polícia levantou informações acerca do veículo para rastrear onde os suspeitos estariam.


Logo que o dia raiou, uma operação foi montada pelas autoridades para buscar os suspeitos.


O trabalho começou a surtir efeito quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) avisou a PM que câmeras flagraram o Palio passando pelo posto da PRF em Betim, ainda na Grande BH.


Por meio dessa informação inicial, o Ministério Público, a partir do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime (Gaeco), conseguiu identificar um dos suspeitos. Ele foi encontrado em Ibirité, separado dos demais, e confessou a participação no crime. Esse, contudo, não reagiu à abordagem dos militares e foi detido. Depois, contou onde estavam os outros envolvidos.


Ao chegar no endereço dado pelo detido, a polícia afirma ter sido recebida a tiros. Tratava-se de uma casa afastada, em um local bastante ermo. Lá, o confronto dos bandidos com a PM terminou com a morte de três criminosos e prisão de um.


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