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Estado de Minas

Justiça concede soltura ao ginecologista denunciado por abusos sexuais

O profissional vai responder por importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual


postado em 19/12/2019 18:45 / atualizado em 19/12/2019 19:01

Médico trabalhava em uma maternidade na Região Leste de BH (foto: Reprodução da internet/Google Maps)
Médico trabalhava em uma maternidade na Região Leste de BH (foto: Reprodução da internet/Google Maps)
A Justiça mandou soltar, nesta quinta-feira, o médico ginecologista Edilei Rosa de Novaes, de 74 anos, depois de ser preso sob acusações de importunação sexual feitas por pacientes. Até o início da semana, 20 mulheres denunciaram o médico.

O médico foi detido em 26 de novembro, mas acabou solto dias depois ao pagar fiança. Como mais vítimas procuraram a delegacia, a prisão preventiva foi pedida pela delegada. 

Na segunda-feira, policiais cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em alguns endereços do médico. Encontrado em casa, ele não reagiu a prisão. Em um escritório, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como computadores e celulares. O profissional vai responder por importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual.

No início da noite, a Secretaria de Segurança Publica informou que, de acordo com o sistema de consultas do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen MG), Edilei permanece preso.

OS CASOS
As denúncias contra Edilei Rosa vieram à tona na semana passada, quando ele estava de plantão no pronto-atendimento. Por volta das 16h, atendeu uma jovem que havia colocado DIU intrauterino havia poucos dias, que se queixava de muita dor. Durante os exames, ele teria assediado e tentado beijar a paciente. O namorado dela a aguardava na sala de espera. Após ouvir o relato da moça, tentou tirar satisfações com o médico e depois acionou a polícia.

Segundo a jovem, enfermeiras teriam relatado à polícia que outros casos já teriam acontecido envolvendo o profissional, inclusive com funcionárias. Por isso, algumas delas diziam que o apelido do médico dentro do hospital seria “João de Deus”, em referência ao homem que se apresenta como médium e foi preso por suspeita de abusar de várias mulheres durante atendimentos espirituais em Abadiânia, no interior de Goiás.

A essa primeira acusação se sucederam várias outras. O médico foi preso inicialmente em flagrante. Depois, foi liberado mediante fiança. Ontem, foi novamente detido, desta vez preventivamente, diante da multiplicação de acusações. 


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