Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas

Início da primavera tem sensação térmica negativa em Belo Horizonte

Chegada da nova estação coincide com queda na temperatura e melhora na umidade do ar na capital, após inverno com muito fogo, fumaça e recordes de calor


postado em 24/09/2019 06:00 / atualizado em 24/09/2019 14:32

Na Praça da Liberdade e em vários outros pontos da capital, colorido das flores dá as boas-vindas à primavera(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Na Praça da Liberdade e em vários outros pontos da capital, colorido das flores dá as boas-vindas à primavera (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)


Após vários dias de forte calor, até mesmo durante a madrugada, Belo Horizonte tem um dia com cara de inverno em plena primavera, estação que começou nessa segunda-feira. De acordo com o Instituto Nacional Meteorologia (Inmet), a Estação Meteorológica do Cercadinho, na Região Oeste da capital, registrou sensação térmica de -2°C no início desta terça-feira. E hoje a temperatura máxima não deve passar dos 27°C, cenário bem diferente da semana passada, quando foi registrado o dia mais quente do ano, com 36,4°C. 
 
A nova estação chegou oficialmente às 4h50 de ontem, com queda de temperatura de 10 graus em relação ao fim da semana passada e aumento da umidade em mais de 20 pontos percentuais (veja quadro).

A nova estação chegou oficialmente às 4h50 de ontem, com queda de temperatura de 10 graus em relação ao fim da semana passada e aumento da umidade em mais de 20 pontos percentuais (veja quadro). “Essa queda se deve a um ar mais frio que veio do Sul do Brasil e pegou parte do Sudeste. Começou no domingo. Amanhã a temperatura ainda fica baixa, depois aumenta um pouco, a partir da quinta”, explicou. 

Em relação à temperatura mínima, a queda também foi de 10 graus. Nos dias 19 e 20 de setembro, quinta e sexta-feira passadas, respectivamente, os termômetros marcaram 21,8°C às 5h no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de BH. Hoje, às 5h, a mínima foi de 11°C no Belvedere, mesma região.  A intensidade dos ventos contribuiu para aumentar a percepção do frio. Conforme Azevedo, é comum ocorrer um pico de temperatura baixa no início desta estação.

O aumento da nebulosidade também melhorou a umidade relativa do ar, que afeta principalmente que tem problemas respiratórios. Na semana passada, o índice em Belo Horizonte foi de 12% à tarde. Nesta terça, a previsão é de 40%. 

Houve queda de temperatura em todas as regiões do estado. A mínima em Minas Gerais hoje foi de 7°C no Sul do estado e a máxima deve chegar aos 37°C nas regiões Norte e Noroeste. Há previsão de pancadas de chuva a partir de quarta-feira nas regiões Sul, Oeste e Campo das Vertentes. Em Belo Horizonte, a possibilidade aumenta na quinta-feira. 

Incêndios


Alívio também na proliferação desenfreada de incêndios em vegetação, que sufocou a Grande BH durante a última semana da estação que passou. Mas, como a chuva ainda não deu as caras, a prevenção contra as chamas segue sendo a tônica em um setembro em que o número de focos de calor já superou a média para a totalidade do mês nos últimos 20 anos em Minas – até o domingo, haviam sido detectados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) 3.628 pontos de queimadas no estado, contra 3.268 da média histórica. Por isso, e diante do avanço dos incêndios em área urbana na região metropolitana da capital, desde ontem a Guarda Municipal de BH começou a atuar no monitoramento e combate ao fogo na cidade.
 
É uma resposta a um quadro em que os incêndios que atingem a capital mineira e os municípios limítrofes aumentou mais de oito vezes em relação ao ano passado, elevando a atenção na região. Segundo dados do Programa de Queimadas do Inpe, neste ano já foram detectados 131 focos de incêndio nos oito municípios que fazem divisa com Belo Horizonte, contra 16 registros no mesmo período do ano passado. São as áreas que mais levam as chamas à capital, segundo os mapas do instituto, sobretudo nos vetores Norte (Santa Luzia e Vespasiano) e Sul (Nova Lima e Ibirité).

O município vizinho que mais apresentou focos de incêndio neste ano foi Sabará, com 32 pontos neste ano, contra três no ano passado. Em segundo lugar aparece Brumadinho, com 28 neste ano e cinco em 2018 (5,6 vezes mais), e Santa Luzia, com 20 em 2019 e um no ano anterior, entre janeiro e 23 de setembro. BH faz limite com Contagem, Ibirité, Nova Lima, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia, Vespasiano e Brumadinho.
 
Na capital, toda a tropa da Guarda está alertada para informar sobre focos avistados em matas, parques e outros espaços verdes ao Corpo de Bombeiros Militar e ao Centro Integrado de Operações da corporação (COP). Desde janeiro guardas municipais foram preparados especialmente para a preservação das áreas verdes e para conter crimes contra a fauna e a flora da cidade, como os incêndios. “Esses profissionais participaram de curso de brigada de incêndio, com carga horária de 420 horas, que foi ministrado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Vinte guardas foram capacitados, mas o plano é que esse efetivo aumente em alguns anos”, disse o subinspetor Luiz Santos, do Departamento de Missões Especiais da Guarda Municipal.
 
Os guardas se dividem em dez por turno. O patrulhamento é feito durante o dia, em todas as regiões de Belo Horizonte, segundo a corporação. As brigadas contam com um kit anti-incêndio, com abafadores e bombas d'água, capazes de combater pequenos focos e evitar que avancem. O diretor-geral de Operações da Guarda, Júlio César Freitas, afirma que o momento é de unir esforços para proteger a cidade, o que pode ser facilitado pela presença da guarda em todas as regiões da cidade.

Casos suspeitos sejam identificados, poderão ser detidos e encaminhados à polícia. “Caso guardas visualizem a queimada, vão acionar os bombeiros de imediato. A intenção não é concorrer com os militares. Estamos somando esforços para que as queimadas representem menos impacto sobre as áreas verdes e a população", disse.

E a chuva?


A previsão de chegada da chuva também deve contribuir para reduzir a quantidade de queimadas em BH e no estado. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a expectativa de chuvas para os próximos três meses de primavera é ligeiramente abaixo da faixa normal na maior parte do estado, com exceção do Sul de Minas, onde podem ocorrer chuvas mais fortes, principalmente em novembro.



Apesar da discreta queda no início da estação, as temperaturas durante a primavera devem permanecer acima da média em grande parte da região. Segundo o Inmet, ondas de calor podem ocorrer no início da estação, com pancadas de chuva à tarde e à noite. É possível até que o frio dê as caras até o fim do mês. As incertezas em relação às temperaturas tem fim a partir do começo de outubro, quando a tendência é de tempo quente, nuvens e chuvas mais frequentes.

Primavera também chega aos museus


A estação das flores, que abre espaço para o verão à 1h19 de 22 de dezembro, também significa incentivo à cultura, história e conhecimento com a abertura da 13º Primavera dos Museus, com 848 espaços culturais brasileiros – 36 só em Belo Horizonte – ofertando 2.650 eventos, como seminários, exposições, oficinas, visitas mediadas, exibições de filmes, palestras, entre outras atividades.

Vários espaços culturais ofertam programações especiais com mostras, exposições e passeios guiados em lugares onde o paisagismo já privilegia a primavera. Dentro da programação há atrações especiais Circuito Liberdade, no Palácio da Liberdade, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Espaço do Conhecimento UFMG, no Memorial Minas Gerais Vale e no Museu das Minas e do Metal.

Na orla da Lagoa da Pampulha, se abrem para a estação espaços como a Casa do Baile (Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design), o Museu Casa Kubitschek e o Museu de Arte da Pampulha (MAP).

Matheus e Alana Schneider, que fizeram fotos nos jardins do Museu de Arte da Pampulha, elogiam atrações especiais que unem nova estação à cultura(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Matheus e Alana Schneider, que fizeram fotos nos jardins do Museu de Arte da Pampulha, elogiam atrações especiais que unem nova estação à cultura (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

 
Quem frequenta o espaço habitualmente, como o educador físico Matheus Schneider, de 24 anos, já se admira com a florada em meio ao conjunto concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer. As cores de árvores e flores ganham destaque na primavera com os jardins do paisagista Burle Marx. “Acho aqui tão lindo que, depois de casar, resolvi voltar com a minha mulher após a cerimônia”, disse. Ainda vestida de noiva, Alana Schneider, de 20, também gostou da harmonia entre flores e cultura. “É um cartão-postal, por isso muita gente que vem passear terá a oportunidade de ver o que estará exposto”, afirma.
 
Outros espaços também aderiram, como a Casa Fiat de Cultura, o Centro de Arte Popular, o Centro de Memória Minas Tênis Clube, o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, o Museu de Artes e Ofícios, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, o Museu Histórico Abílio Barreto e o Museu Mineiro.

Parceria para alerta de fenômenos críticos


Alertas de temporais, chuvas de granizo, rajadas de vento intensas e tornados devem ser informados com mais rapidez pelo governo de Minas à população, graças a parceria entre o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), com integração de suas equipes em um único local, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Administrativa, que reúne ainda outros órgãos de defesa. O anúncio foi feito ontem, quando foi lançado também o novo sistema de envio de alertas por meio da TV a cabo, fruto de parceria entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), a Cedec e municípios. *Estagiaria sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira


Publicidade