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Estado de Minas

Cidade da Grande BH tem a maior taxa de homicídios de Minas

Dados do Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foram divulgados nesta segunda-feira


postado em 05/08/2019 15:27 / atualizado em 05/08/2019 22:57

 

Foram registrados 188 homicídios em Betim em 2017(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press - 27/08/2012)
Foram registrados 188 homicídios em Betim em 2017 (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press - 27/08/2012)

Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é a cidade com a maior taxa de homicídios entre os municípios com mais de 100 mil habitantes em Minas Gerais. Em 2017, foram registrados 188 ocorrências, quando a população da cidade era de 427 mil pessoas, uma taxa de 52,1. Em seguida, vem Governador Valadares, com taxa de 42,8 homicídios, e Ribeirão das Neves, com 40,3. A capital mineira está na 12ª colocação, com taxa de 26,7.

Os dados fazem parate do Atlas da Violência, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi feito para medido o nível de violência nas cidades médias e grandes do país. Ao todo, foram 310 municípios analisados. O instituto se debruçou sobre a taxa de homicídio por 100 mil habitantes nos municípios brasileiros no ano de 2017.

A pesquisa mostrou uma queda na taxa de homicídios em Belo Horizonte entre 2017 e 2016, quando saiu de 29,1 para 26,7. A redução foi de 8,4% no período. Entre as 10 cidades mineiras que apresentaram as maiores taxas de homicídios, estão seis municípios da região metropolitana.

Betim está na liderança negativa, com taxa de 52,1. Seguida de Governador Valadares (42,8), Ribeirão das Neves (40,3), Vespasiano (37,2), Contagem (36,7), Santa Luzia (35,2), Araguari (30,9), Sabará (29,9), Juiz de Fora (29,2), e Sete Lagoas (27,2). Belo Horizonte está na 12ª colocação.

 

Prefeitura se posiciona


Por meio de nota, a prefeitura de Betim informou que a taxa de homicídio vem diminuindo ao longo dos anos. “Em 2016, Betim registrou 217 homicídios consumados. Em 2017, 180, o que significa redução de 17,1%, no comparativo 2016 X 2017. Já em 2018, foram registrados 122 homicídios consumados, a redução chegou a 32,3% comparando com 2017 e diminuição de 43,8% comparando com 2016. Nos primeiros sete meses de 2019 foram registrados 57 homicídios consumados; este é o menor número desde 2012, quando comparamos o período de janeiro a julho dos últimos oito anos”, afirmou.

Os resultados, segundo a administração municipal, se deve por uma série de medidas tomadas na cidade, como o trabalho conjunto entre as forças de segurança: policias Militar, Civil e a Guarda Municipal. “Outro fator importantíssimo para os resultados positivos na segurança pública de Betim foi a implantação, em setembro do ano passado, de 15 Bases Móveis Comunitárias da Polícia Militar”, finalizou.

 

PM atualiza dados

Em nota enviada à reportagem, a Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento da Capital, informou que, em 2018, Belo Horizonte registrou queda de 29,7% nos homicídios consumados e 36% nos homicídios tentados comparados ao ano de 2017.  

 

A corporação também ressaltou que, "somente no primeiro semestre de 2019, a cidade já registra redução de 23,9% nos homicídios consumados e redução de 20,1% nos homicídios tentados, isto é, redução sobre redução, atingindo marcas históricas de segurança pública e preservação de vidas, índices criminais similares ao ano de 1998".

 

Em relação a índices por habitantes, a polícia informou que "o ano de 2018 registrou 15,35 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2019, a projeção é fechar o ano com índice de 12,38 por 100 mil habitantes".


Violência no Brasil


A cidade mais violenta do Brasil em 2017 foi Maracanaú, no Ceará, com 145,7 homicídios para cada 100 mil habitantes. No ano do estudo, 308 pessoas foram assassinadas na cidade, que fica na região metropolitana de Fortaleza e tem 224 mil habitantes.

A capital cearense foi a cidade que teve o maior número absoluto de homicídios em 2017, com 2.145 casos, superando até mesmo as cidades populosas do país. O Rio de Janeiro, que tem mais que o dobro de habitantes de Fortaleza, teve 1.850 assassinatos, e São Paulo, que tem uma população quatro vezes maior, teve 1.011 - menos que a metade.

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