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Estado de Minas

Membros da Galoucura que espancaram cruzeirense em BH vão a júri popular

Marcos Vinícius Oliveira de Melo, conhecido como Vinicin ou Vinicinho, Diego Felipe de Jesus, o Feijão, Daniel Tavares de Souza e Alan Betti Cardoso, vão responder por tentativa de homicídio


postado em 26/06/2019 15:19 / atualizado em 26/06/2019 15:28

Briga aconteceu antes de final do Campeonato Mineiro de 2018(foto: Reprodução/Youtube)
Briga aconteceu antes de final do Campeonato Mineiro de 2018 (foto: Reprodução/Youtube)

Os cinco integrantes da Torcida Organizada Galoucura envolvidos no espancamento de um torcedor da Máfia Azul, horas antes da final do Campeonato Mineiro de 2018, serão julgados pelo Júri Popular. Marcos Vinícius Oliveira de Melo, conhecido como Vinicin ou Vinicinho, Diego Felipe de Jesus, o Feijão, Daniel Tavares de Souza e Alan Betti Cardoso, vão responder por tentativa de homicídio. O crime foi filmado por câmeras de segurança. A decisão ainda cabe recurso.



O crime ocorreu em 4 de março do ano passado, horas antes do jogo entre Atlético e Cruzeiro. Os grupos de torcedores rivais se encontraram na Avenida Francisco Sá, no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, onde iniciaram o confronto. Eles se enfrentaram com rojões, paus e pedras. Enquanto militares continham um tumulto na via, houve a informação de que na Rua Cura D'ars havia outra briga, onde um cruzeirense foi espancado por atleticanos.

No local, os policiais encontraram um jovem com camisa de uma organizada do Cruzeiro desmaiado. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o levou para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Depois de receber atendimento médico na unidade hospitalar, ele ficou em observação.

Após pericia nas imagens de câmeras de segurança no local dos confrontos, foi constatado que o rapaz ferido também participava dos ataques aos rivais, com um pedaço de pau. Ele, além de vítima, foi registrado no boletim de ocorrência da PM também como autor das agressões, junto com os outros 18 envolvidos.

Decisão judicial


O juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri, Marcelo Fioravante, decidiu pronunciar os cinco réus por tentativa de homicídio. Eles vão ser julgados pelo júri popular. Os réus Daniel Marcos e Diego ainda foram pronunciados pela prática do crime de associação criminosa. De acordo com o juiz, não ficou evidenciado que Alan e Daniel estivessem se associado aos demais réus, ou a terceiros, para a prática de outros crimes de forma permanente e habitual. O feito em relação ao réu Renato Concórdia da Silva foi desmembrado.

Entre os réus, está Marcos Vinícius. Na época do tumulto, ele estava em saída temporária da prisão devido a morte de um cruzeirense em 2010, em frente ao Chevrolet Hall. Por este crime, ele foi condenado a 17 anos de prisão. O juiz manteve o decreto de prisão contra eles, para manutenção da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, uma vez que Daniel e Diego ainda se encontram foragidos. “Nem mesmo a condenação de um dos réus, Marcos Vinícius, pelo homicídio de outro torcedor rival, se mostrou suficiente para refrear o ímpeto violento desses 'torcedores'”, disse.

Depoimentos


Os réus prestaram depoimento em 9 de junho deste ano. Na ocasião, Marcos afirmou ter dado um único golpe na vítima, que caiu. Depois, saiu do local imediatamente, não sabendo o que aconteceu depois. Ele admitiu ser a pessoa que aparece nas imagens mostradas e ter dado chutes na vítima, mas alegou que estava “apenas revidando agressões”, pois os rivais estavam jogando rojões em direção a eles.

Já Alan Cardoso afirmou que estava em um ponto de ônibus quando foi abordado por policiais militares. Em depoimento, disse que, como não encontraram nada suspeito, os policiais disseram que iriam parar um ônibus para ele e um grupo entrarem e ir embora. Nesse momento, alegou ter sido provocado e apedrejado pela torcida rival, que passou em uma Kombi.

Completou dizendo que ouviu pedidos de socorro de dois torcedores atleticanos e avisou aos policiais, quando foi orientado por eles em resposta: “vai lá e pega”. Alegou, ainda, ter sido instigado pelos militares a entrar em confronto. O réu afirmou que, quando viu a vítima caída no chão, achou até que a mesma estava morta e em um ato instintivo colocou o pé no rosto da vítima e o empurrou de leve, sem o intuito de causar mais danos. Além deles, dez testemunhas foram ouvidas. Outras sete foram dispensadas.

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