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Estado de Minas

Operação da PM consegue prender dois criminosos a cada 3 minutos em 24h

Conclusão da Operação Alferes, em comemoração aos 244 anos da Polícia Militar, prende 819 criminosos em 24 horas de ações. Cerca de 220 armas de fogo foram tiradas do poder de criminosos


postado em 07/06/2019 13:33

Operação Alferes mobilizou 15 mil militares e foi encerrada com cerimônia de 244 anos da PM(foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Operação Alferes mobilizou 15 mil militares e foi encerrada com cerimônia de 244 anos da PM (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Num ritmo acelerado para sufocar a criminalidade, que chegou a aproximadamente uma prisão a cada 2 minutos, a Polícia Militar de Minas Gerais encerrou nesta sexta-feira a Operação Alferes, no ano em que a corporação completa 244 anos. O nome é em alusão à patente do inconfidente e patrono da PM, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Em 24 horas de ações por todo estado, mais de 15 mil militares conseguiram prender 819 criminosos ao abordarem 50 mil suspeitos. De acordo com o porta-voz da polícia, major Flávio Santiago, entre os presos estavam agressores de mulheres envolvidos em violência doméstica, narcotraficantes e integrantes de diversas quadrilhas. "São resultados impressionantes numa virada de 24 horas. Recapturamos foragidos da Justiça e os reintegramos ao sistema prisional. Isso é muito importante pois esses são criminosos que quando estão foragidos cometem crimes de forma reiterada", afirma.

Ao todo, 220 armas de fogo de diferentes calibres foram apreendidas, incluindo submetralhadoras, que são armas de alta cadência de disparos. "Uma arma de fogo na mão de um infrator, significa de 100 a 150 delitos violentos que esse criminoso deixa de cometer em um ano, de acordo com alguns estudos de segurança pública", contabiliza o porta-voz.

Major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar destaca volume de prisões(foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar destaca volume de prisões (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Vários tipos de drogas foram apreendidas, como cocaína e pedras de crack, com destaque para cerca de 130 barras de maconha. O maior volume de apreensões e prisões se deu na área da 1ª Região Militar, que compreende a capital mineira, mas houve destaque também no Vale do Aço, Sul de Minas, Triângulo Mineiro, Norte de Minas, Nordeste (Vales do Mucuri e Jequitinhonha).

Uma das preocupações foi trazer o policiamento para as ruas para trazer uma ampliação da sensação de segurança aos cidadãos. "As pessoas podem perceber mais viaturas nas ruas. E temos mais policiais nas ruas, com a contratação de civis (para funções burocráticas), significando maior proximidade com as pessoas e maior interação, inclusive, visual, ou seja, as pessoas ao acessarem os grandes corredores percebem a presença da polícia, enxergam as viaturas tanto do comando do policiamento da capital quanto do comando especializado, já fazendo operações. Isso promove maior sensação de segurança. O resgate dessa sensação é muito importante", considera o major Flavio Santiago.

Um dos destaques nessas ações ficou por conta do comando ambiental, que foi responsável por mais de 40 prisões em blitzes e ações do Grupo Tático de Meio Ambiente. "Além de cuidar do meio ambiente, essa força agora também cuida da retirada de infratores contumazes do meio rural.

O meio ambiente passa a ter um significado maior e além de trabalhar em prol do desmatamento, do tráfico de animais silvestres, mineração irregular e outras situações congêneres, também abordará e fará blitz na zona rural. Uma patrulha rural que faz operações e segurança no campo".

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