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Estado de Minas

Sarampo: Minas Gerais registra 1º caso contraído dentro do estado em 20 anos

O primeiro caso de origem interna indica que o vírus já pode estar circulando no estado e em Belo Horizonte. A vítima é uma criança de 1 ano


postado em 06/06/2019 18:46 / atualizado em 06/06/2019 19:44

Vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está a disposição da população durante todo o ano (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está a disposição da população durante todo o ano (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Minas Gerais confirmou nesta quinta-feira o 1º caso autóctone de sarampo em 20 anos. O paciente é uma criança de 1 ano, moradora de Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria (SES/MG), os últimos casos autóctones confirmados transmitidos dentro do território ocorreram em 1999. No ano de 2013, foram confirmados dois casos de sarampo de residentes do estado, ambos importados – contágio ocorrido na Flórida, nos Estados Unidos. 

E é possível que a criança tenha se contaminado na capital mineira. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que as investigações epidemiológicas apontam a capital mineira como o "local mais provável de contágio". O último caso de sarampo em Belo Horizonte aconteceu em 1997. A pasta avaliou o cartão de vacina e vacinou as pessoas que tiveram contato com paciente. "Esta ação de bloqueio evitou transmissão secundária", informou.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), o paciente tinha recebido a primeira dose da vacina em novembro de 2018. Ela passou a sentir os sintomas em 12 de fevereiro e foi atendida em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Belo Horizonte. Depois, transferida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

No período de incubação do sarampo, a criança viajou com a família para Carmópolis de Minas, na Região Centro-Oeste do estado, e na casa dos parentes em Contagem, na Grande BH. “ Durante o período de transmissibilidade, a criança estudava em UMEI, foi à UBS local para primeiro atendimento, mas neste período não foi evidenciada situação de risco nem contato com outros suspeitos. Foi realizada a investigação e realização de exames, confirmando laboratorialmente como sarampo, em uma das duas coletas testadas pela Funed, além de confirmado pelo exame de pesquisa de Biologia Molecular pela Técnica de PCR no Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz/RJ)”, explicou a pasta.

Casos na Grande BH

Desde o início do ano, foram notificados 137 casos suspeitos de sarampo, sendo registrados em 53 municípios mineiros. Do total, 95 foram descartados, 38 são investigados, e quatro foram confirmados. Estes últimos, todos são de moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O primeiro deles, foi de um italiano, que vivia em Betim, mas que tinha histórico de viagem recente à Croácia e à Itália nos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019. Esta situação é tratada como caso importado da doença.

Outra confirmação de sarampo foi em um jovem de 25 anos, morador de Contagem, que não tinha comprovação vacinal. Segundo a SES, ele esteve em Trindade, no Pernambuco, em fevereiro. Quando apresentou os sintomas, em 1º de março, foi atendido em uma UPA de BH e internado com suspeita de dengue, mas com estado clínico compatível com sarampo. No período em que poderia transmitir a doença para outras pessoas, ele trabalhou em condomínio fechado da Grande BH. Familiares dele foram vacinados como forma de bloqueio.

O terceiro caso foi de uma adolescente de 13 anos, portadora de Lúpus, que mora em BH. A paciente esteve em Porto Seguro, na Bahia, em janeiro. No cartão de vacinação, havia a marcação de uma dose de tríplice viral em 2011. Ela procurou atendimento em um hospital de Contagem em 17 de fevereiro, passou por exames que deram resultado positivo para dengue.

Dias depois, apresentou sintomas compatíveis ao sarampo. Por isso, procurou uma UPA de Contagem e foi orientada a procurar atendimento em BH. Ela foi hospitalizada e ficou isolada na unidade de saúde. Foi realizado bloqueio vacinal nos familiares e na UPA onde ocorreu o primeiro atendimento.

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