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Estado de Minas

Minas Gerais confirma três casos de sarampo

Todos os infectados residem na Região Metropolitana de Belo Horizonte


postado em 13/05/2019 19:13 / atualizado em 13/05/2019 20:52

A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, rubéola e caxumba(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, rubéola e caxumba (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Desde o início do ano, três pessoas já foram infectadas com sarampo em Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, os dois últimos casos foram confirmados nos últimos 21 dias e tratam-se de um jovem de 25 anos e uma adolescente de 13.

Ambos os recém-infectados são residentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, sendo o homem de Contagem e a menina da própria capital mineira. No entanto, a suspeita é de que os dois tenham contraído a doença no Nordeste brasileiro.

Apesar da suspeita, ainda conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, nenhum caso foi confirmado no Nordeste. O estado com o maior índice é o Pará, com 43 confirmações, seguido de São Paulo, com 20.

Além dos casos confirmados em Minas, a secretaria já foi notificada de 109 casos suspeitos em 44 municípios só em 2019. Apesar do alto número, 93 suspeitas foram descartadas, o que equivale a 85% dos casos. Outros 13 ainda estão sob investigação.    

O sarampo preocupa por causa do seu alto contágio. A transmissão da doença pode ocorrer de uma pessoa a outra por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até na respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar, em ambientes fechados. Por isso, é considerada uma doença infecciosa viral extremamente contagiosa. 

Os principais sintomas são manchas avermelhadas em todo o corpo, febre alta, congestão nasal, tosse e olhos irritados, além de poder causar complicações graves, como encefalite, diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia e até cegueira, sobretudo em crianças com problemas de nutrição e pacientes imunodeprimidos. 


Casos

O primeiro caso confirmado do ano foi em fevereiro. Um italiano de 29 anos, que vive em Betim, contraiu a doença quando viajava à Croácia e à Itália, em dezembro do ano passado e janeiro de 2019.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países dos continentes europeu e africano são os que registraram o maior número de casos da doença nos últimos anos.

O caso do jovem de 25 anos infectado foi o segundo registrado em Minas Gerais. Residente de Contagem, na Grande BH, ele esteve na cidade de Trindade, em Pernambuco, no final de fevereiro. 

Os sintomas da doença se manifestaram quando o homem já tinha voltado para sua cidade. Na época, ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento de Belo Horizonte e hospitalizado com suspeita de dengue, apesar de ter clínica compatível com sarampo.

Em seu período de transmissibilidade, o jovem trabalhou em um condomínio fechado da Grande BH, o que pode ter facilitado a transmissão da doença para outros indivíduos. Até esta terça-feira, nenhum caso de Sarampo teria sido relacionado a este contato. 

Já o terceiro caso é envolvendo uma adolescente de 13 anos, moradora de Belo Horizonte. Em janeiro, ela esteve em Porto Seguro, na Bahia e em Almenara, no Vale do Jequitinhonha. Apesar de apresentar carimbo  de uma dose de tríplice viral em seu cartão de vacinação, a garota foi diagnosticada com a doença depois da realização de exames pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Veja abaixo o esquema de vacinação:

Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba).

Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose. Após 49 anos de idade, não é necessário a vacinação porque são consideradas imunes.

Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais.

*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa


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