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Estado de Minas

Vale faz sondagem em Macacos para obras de contenção em caso de rompimento de barragem

Estudo deve ficar pronto em 60 dias e obras serão concluídas apenas no segundo semestre de 2020


postado em 28/05/2019 15:18 / atualizado em 28/05/2019 15:32

Barragem está em nível 3 de alerta desde 27 de março (foto: Arte/Soraia Piva)
Barragem está em nível 3 de alerta desde 27 de março (foto: Arte/Soraia Piva)
A Vale iniciou um estudo de sondagem na região de Macacos, distrito de Nova Lima, para a viabilização de obras que possam conter o avanço da lama em caso de rompimento da barragem B/B4 da Mina Mar Azul. Em 16 de fevereiro, moradores da região tiveram que sair de suas casas, após a mineradora detectar um aumento de risco de colapso da estrutura, que no mês seguinte foi classifcada como nível máximo de alerta.

Conforme divulgado pela Vale, serão avaliados nove pontos ao longo de oito quilômetros de distância a partir da barragem, incluindo a entrada de Macacos. A sondagem tem como objetivo analisar qual o melhor projeto para conter o avanço, levando em consideração a topografia da área. 

O relatório começou a ser feito em 20 de maio e sua conclusão está prevista para o final de julho. Ao todo, 20 profissionais terceirizados pela Vale atuam na elaboração do estudo.

As obras devem começar no segundo semestre e devem durar aproximadamente um ano. 

Ainda de acordo com a mineradora, o estudo não faz parte do projeto de descaracterização da barragem, que passará por obras específicas de reforço. 

A descaracterização de barragens a montante, mesmo tipo de alteamento das estruturas que se romperam em Brumadinho e Mariana, foi determinada por meio da Lei 23.291/19. A ordem é derivada do Projeto de Lei 3.676/16, conhecido como “Mar de Lama Nunca Mais”, e aprovado em 22 de fevereiro pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Nessa segunda-feira, encerrou-se  o prazo estipulado para que as mineradoras que possuem barragens com esse tipo de alteamento entreguem o plano de descaracterização das estruturas. Na prática, o processo significa a mudança de tecnologia de alteamento das barragens.

No caso da barragem B3/B4, a Vale já informou que a ideia é eliminá-la definitivamente e reintegrá-la ao meio ambiente.

*Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie

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