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Estado de Minas

Na reta final da campanha, vacinação contra gripe ainda está longe da meta em Minas

Mais de 1 milhão de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda não tomaram o imunizante contra a doença, que já matou cinco pessoas em Minas Gerais este ano. Doses estão disponíveis até sexta-feira


postado em 28/05/2019 06:00 / atualizado em 28/05/2019 07:46

A campanha nacional de vacinação termina na sexta-feira: 1,1 milhão de pessoas do grupo-alvo em Minas ainda não receberam o imunizante(foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press - 23/4/19)
A campanha nacional de vacinação termina na sexta-feira: 1,1 milhão de pessoas do grupo-alvo em Minas ainda não receberam o imunizante (foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press - 23/4/19)


O H1N1, que provocou uma pandemia em 2009, circula por Minas Gerais e provoca mortes. Já são cinco óbitos confirmados de pessoas que contraíram o vírus, sendo três em Belo Horizonte. A vacinação é uma forma de proteção e a campanha nacional termina na sexta-feira, dia 31. Mesmo assim, Minas Gerais está longe de atingir a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. A estimativa é que 1,1 milhão de pessoas que estão inseridas no público-alvo ainda não foram imunizadas. A preocupação é com as crianças e as gestantes, grupos que menos procuram os postos de saúde. A vacina é oferecida gratuitamente nas unidades.

Em todo o território mineiro, a meta é vacinar 6.077.516 pessoas. Até ontem, foram aplicadas 4.903.507 doses. O Ministério da Saúde pretende vacinar 90% do público-alvo, composto por 59,4 milhões de pessoas. No Brasil, 42,5 milhões de moradores já haviam sido vacinadas contra a gripe até ontem. O número corresponde a 71,6% do público-alvo. “A vacina está disponível de graça nas unidades de saúde de todo o país. Para diminuir a circulação do vírus é preciso que todas as pessoas que fazem parte do público prioritário da campanha se vacinem. A vacina é a forma mais eficaz de evitar a doença”, alertou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.Devem se vacinar adultos com 60 anos ou mais de idade, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade cumprindo medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de crianças de 6 meses até 6 anos.

A proteção em Minas Gerais é importante. As mortes por influenza vêm aumentando a cada semana. Desde o início do ano, foram notificados 1.105 casos de síndrome respiratória aguda grave no estado. Desses, 56 já estão confirmados como tendo sido provocados pelo Influenza e 148 por outros vírus respiratórios. O restante das amostras ainda está sendo analisado. O H1N1 é o subtipo do vírus Influenza que mais provocou a síndrome: foram 47 casos confirmados, seguido pelo H3N2, com quatro casos. Também há confirmação de infecção por Influenza B e Influenza A não subtipado. Belo Horizonte concentra quase metade dos casos de SRAG por Influenza. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram 30 casos confirmados. Desses, 28 por H1N1, um por Influenza A sem subtipo definido e um por Influenza B.

Três pessoas morreram na capital mineira depois de contrair o H1N1. Em todo o estado, são cinco mortes pelo vírus. Os outros óbitos foram registrados em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Andrelândia, no Sul do estado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados em Minas Gerais cinco surtos gripais, caracterizados pela ocorrência de ao menos três casos em ambientes fechados/restritos em um intervalo de até sete dias entre as datas de início dos sintomas. Eles ocorreram na aldeia da etnia Maxakali em Bertópolis, Ladainha e Santa Helena de Minas, no Vale do Mucuri, e em Belo Horizonte.

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