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Estado de Minas

Aplicativo que oferece passeios para cachorros chega a BH

Já disponível em sete bairros da capital, serviço promete profissionais treinados para cuidar dos animais. Nas caminhadas, trajeto pode ser acompanhado em tempo real pelos donos, que ainda recebem fotos para garantir que seus pets estão bem


postado em 10/05/2019 06:00 / atualizado em 10/05/2019 11:51

Parceira do aplicativo, Sheilla adaptou o apartamento onde vive para hospedar cachorros(foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)
Parceira do aplicativo, Sheilla adaptou o apartamento onde vive para hospedar cachorros (foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)

Atividade física feita com regularidade reduz a ansiedade do cachorro e trabalha diversos problemas de comportamento, como o hábito de destruir objetos ou latir em excesso. Mas quem tem cachorro também sabe como pode ser difícil encontrar tempo para levá-lo para passear com a frequência e a atenção que ele merece.

Pensando nisso, a DogHero, startup inicialmente voltada para a hospedagem de cães, lançou um serviço de passeios em Belo Horizonte, marcados por meio de aplicativo. Inicialmente, a novidade na capital mineira está disponível nos bairros Savassi, Funcionários, Lourdes, Centro, Boa Viagem, Prado, Gutierrez e Barroca.

Basta baixar o aplicativo, disponível para Android e IOS, colocar o endereço e informações sobre o cachorro – como porte, raça e idade –, explicar como é o comportamento dele e selecionar uma das modalidades disponíveis na cidade: passeios recorrentes, diários e na hora que a pessoa desejar. A partir disso, a DogHero indica o passeador com o perfil mais adequado para atender aquela demanda. Os passeios têm duração de 30 minutos ou uma hora e custam entre R$ 17 e R$ 26. O pagamento é feito pelo aplicativo via cartão de crédito. E, no mês de lançamento do serviço na cidade, a empresa vai dar o primeiro passeio como cortesia. Basta utilizar o cupom 1VOLTINHABH. 

A atenção é exclusiva – o passeador caminha com um cachorro por vez ou com dois, se pertencerem à mesma família. O cliente é avisado pelo app quando o passeio começa e pode acompanhar o trajeto em tempo real pelo celular. O passeador ainda envia fotos e vídeos do animal para garantir que ele está bem. Caso o cachorro tenha algum mal-estar durante a atividade, a empresa reembolsa eventuais gastos com veterinário, exames e medicamentos em até R$ 5 mil.

O passeador Fábio Henrique de Arruda, de 40 anos, dono de três cachorros e um gato, fez uma reviravolta na vida pelo amor aos animais, um carinho que começou cedo. “Desde criança. Tenho uma paixão muito grande, é prazeroso trabalhar com isso. Trabalhei por 16 anos com engenharia eletrônica. Hoje eu vivo”, conta. Para ele, passear com os cães vai além de simples caminhada. “É uma responsabilidade muito grande. Não trato (os animais) como cachorro, os trato como meus filhos peludos”, explica.

Fábio e os outros passeadores tiveram que passar por um treinamento em três etapas para integrar o aplicativo. Primeiro, o candidato faz um curso online elaborado por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. Depois, passa por uma prova, também online. Se for aprovado, é convidado para uma prova prática, na qual técnicos avaliam se o candidato tem perfil para ser um passeador. “Optamos por fazer isso porque o centro da nossa atenção é a segurança dos pets”, afirma o gerente de operações do aplicativo, Felipe Macario. Ele caracteriza as etapas como complexas. “É curioso, apenas 15% dos candidatos se tornam passeadores”, disse.

Fábio transformou a paixão pelos pets em profissão(foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)
Fábio transformou a paixão pelos pets em profissão (foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)


HOTEL Sheilla Márcia Barbosa da Silva Soares, de 33 anos, é apaixonada por cachorros desde pequena e, há dois anos, fez do amor sua profissão. Além do passeio, ela presta serviço de hospedagem e de pet sitter – quando o prestador de serviços vai até a casa do cliente cuidar do animal em determinados horários do dia. Mas, para isso, mudou toda a sua rotina e a casa. “Não é casa de humanos mais. Vendemos quase todos os móveis para deixar mais espaço para eles correrem, brincarem. Deixamos só os móveis básicos: sofá, uma mesinha de dois lugares para refeições... Temos gradinhas em todas as portas para separá-los na hora das refeições”, contou Sheilla, que recebe uma média de quatro animais por dia. O serviço pode custar de R$ 55 a R$ 70.

Ela mora com o marido e conta que adorava receber os amigos e, por causa dos cachorros, a maioria parou de ir à sua casa para o cafezinho da tarde. “As festinhas de família, Natal e Ano-Novo, não são mais comemoradas com humanos. Outra coisa: raras vezes saímos juntos. Sempre um fica com os cachorros enquanto o outro marca presença nos compromissos. Além disso, começamos a tomar cuidado com as coisas que ficam ao alcance dos cachorros. Tivemos que colocar algumas prateleiras para os produtos ficarem mais no alto, temos que lembrar sempre de fechar a porta da dispensa por causa dos produtos de limpeza”, completou. Ela contou que a demanda tem aumentado cada vez mais. A maioria dos que contratam o serviço é jovem, entre 30 e 40 anos.

Ela conta que começou os trabalhos por meio do app como passeadora e já criou até sua rede de clientela por fora. “Comecei por lá. A ideia do aplicativo é boa. Eles têm um treinamento online legal. Para quem vai usar o aplicativo ou qualquer outro serviço de hospedagem de cães ela dá uma dica: “Antes de deixar seu pet em algum hotelzinho ou hospedagem domiciliar, vá e conheça o local, o responsável, veja como é a rotina. Procure referências, dê uma olhada nas redes sociais do prestador de serviço. Não se atenha apenas a preço”.


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