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Estado de Minas

Apenas 30% do público-alvo se vacinaram na campanha contra influenza

Campanha de vacinação contra a influenza está perto de completar um mês com o percentual de imunizados abaixo do considerado ideal. Autoridades alertam para o risco do vírus


postado em 05/05/2019 06:00 / atualizado em 05/05/2019 08:02

(foto: A gestante Débora Celestino Florêncio tomou a dose nesse sábado, no Dia D, acompanhada do secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado)
(foto: A gestante Débora Celestino Florêncio tomou a dose nesse sábado, no Dia D, acompanhada do secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado)

No Dia D de Vacinação contra a influenza, uma notícia preocupante. Vinte e quatro dias depois de iniciada a campanha, apenas 30% da população-alvo está imunizada. O esperado para o período era de 50%. O índice é o mesmo em nível Brasil e quando avaliado apenas o estado de Minas Gerais. Em Belo Horizonte, o percentual está um pouco acima, mas também em nível crítico: 34%. Esse sábado, foi dia de abrir as portas de postos de saúde de todo o país na expectativa de melhorar as estatísticas atuais. Na capital mineira, os 152 centros de saúde funcionaram para imunização e seis deles tiveram ainda médicos de plantão para atender aos casos de dengue.


O secretário de Vigilância em Saúde do governo federal, Wanderson Kleber de Oliveira, em visita ao Centro de Saúde Salgado Filho, na Região Oeste de BH, disse que não há um motivo específico para os baixos índices. “As pessoas precisam ter consciência da campanha. A vacina é brasileira, segura e faz somente o bem”, disse. Este ano a população de Belo Horizonte a ser vacinada é de 876 mil e a meta é atingir 90% de cobertura vacinal. O público-alvo da campanha, definido pelo Ministério da Saúde, é a população acima de 60 anos, crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos de idade, gestantes, puérperas, trabalhadores da área da saúde, professores de escolas públicas e privadas, portadores de doenças crônicas e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos cumprindo medida socioeducativa.

A campanha começou em 10 de abril para crianças e idosos e se estendeu para o restante do público-alvo no último dia 22. Wanderson Kleber de Oliveira lembrou que a vacina contra influenza deve ser atualizada todos os anos para combater os vírus que circulam com maior frequência no Brasil. Ele ressaltou que a maior baixa de vacinação está entre o grupo de gestantes e crianças. O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, destacou que a prioridade do momento não pode ser apenas o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. “As doenças respiratórias aumentam a partir de maio e tendem a se agravar na população-alvo”, disse.

SEM VACILAR O serralheiro José das Graças do Prado, de 70 anos, aproveitou o sábado para se vacinar. “Nunca gripei e é difícil até eu tossir. Mas estou tomando para não ter problemas”, disse. O metalúrgico Idimar Vieira Rosa, de 64, disse que desde que toma a vacina contra a influenza tem gripe mais leve, em caso da doença.

A dona de casa Ana Caroline Coelho Corrêa dos Reis, de 25, aproveitou para levar o filho, Henry Coelho Alves, de 7 meses. No colo da avó, Silvana de Oliveira Alves, de 54, ele deu um show de coragem. Daqui 30 dias, ele retorna para tomar a segunda dose. “Cheguei a vir durante a semana com ele, mas como estava muito cheio e com muitas pessoas gripadas e com viroses, me pediram para vir neste sábado”, disse Ana.


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