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Estado de Minas

Belo Horizonte registra terceira morte por H1N1

Capital mineira confirma 30 casos de síndrome respiratória aguda grave decorrentes pela doença, com três óbitos, todos provocados pelo H1N1. Estado registra cinco mortes. Enquanto a enfermidade avança, procura pela vacina continua abaixo da meta


postado em 25/05/2019 11:30 / atualizado em 25/05/2019 11:33

A sete dias do fim da campanha, 78,58% do público-alvo se vacinou(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
A sete dias do fim da campanha, 78,58% do público-alvo se vacinou (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Em meio a uma das maiores epidemias de dengue da década no estado, moradores de Belo Horizonte estão expostos a outro tipo de perigo: com as temperaturas em queda, os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocados pelo vírus Influenza estão se multiplicando. Já são 30 casos confirmados e três mortes, todas provocadas pelo subtipo H1N1, responsável em 2009 por uma pandemia da doença identificada como gripe suína. Em Minas Gerais o vírus matou mais duas pessoas, uma em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e outra em Andrelândia, no Sul do estado.

Uma das formas de atenuar a ameaça é por meio da vacinação. Doses estão à disposição do público-alvo em todas as unidades do SUS. E as autoridades sanitárias fazem um alerta: há sete dias do fim da campanha nacional, a cobertura vacinal no território mineiro está bem abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Desde o início do ano, foram notificados 1.105 casos de síndrome respiratória aguda grave no estado. Desses, 56 foram confirmados como tendo sido provocados pelo Influenza e 148 por outros vírus respiratórios. O restante das amostras ainda está sendo analisado. O H1N1 é o subtipo do vírus Influenza com mais registros: foram 47 casos confirmados, seguido pelo H3N2, com quatro casos. Também há confirmação de infecção por Influenza B e Influenza A não subtipado.

Belo Horizonte concentra quase metade dos casos de SRAG por Influenza. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram 30 casos confirmados. Desses, 28 por H1N1, um por Influenza A sem subtipo definido e um por Influenza B. Três pessoas morreram na capital mineira depois de contrair o H1N1. Em todo o estado, são cinco mortes pelo vírus.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados em Minas Gerais cinco surtos gripais, caracterizados pela ocorrência de ao menos três casos em ambientes fechados/restritos em um intervalo de até sete dias entre as datas de início dos sintomas. Eles aconteceram na aldeia da etnia Maxakali em Betópolis, Ladainha e Santa Helena de Minas, no Vale do Mucuri, e em Belo Horizonte.

VACINAÇÃO A sete dias do fim da campanha, dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Sipni) mostram que um percentual de 78,58% do público-alvo se vacinou. Foram 4,7milhões de doses aplicadas. O pior índice está entre as crianças e as gestantes, com 71,66% e 71,08%, respectivamente. Ao todo, foram 4,2 milhões de doses aplicadas. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 6 milhões de vacinas em Minas. Em BH, a cobertura vacinal está em 72,4%, abaixo dos 95%, que é o objetivo a ser alcançado.

Devem se vacinar adultos com 60 anos ou mais de idade, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade cumprindo medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de crianças de 6 meses até 6 anos.


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