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Estado de Minas

Criminoso mais procurado de Minas será ouvido nesta quinta

Luiz Henrique Nascimento do Vale, mais conhecido como Totó, foi preso nessa quarta-feira em Balneário Camboriú, em Santa Catarina


postado em 04/04/2019 13:55 / atualizado em 04/04/2019 16:22

Totó deixou a Nelson Hungria no ano passado. A saída é investigada(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Totó deixou a Nelson Hungria no ano passado. A saída é investigada (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Deverá ser ouvido na tarde desta quinta-feira pela Polícia Civil, Luiz Henrique Nascimento do Vale, mais conhecido como Totó, que era considerado o mais procurado de Minas Gerais. Ele foi preso nessa quarta-feira em Balneário do Camboriú, em Santa Catarina. Totó estava foragido desde dezembro de 2017, quando saiu do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pela porta da frente.

A prisão de Totó aconteceu durante uma operação da Polícia Civil. Ele foi encontrado no interior de Santa Catarina. Os detalhes da prisão serão repassados pelos investigadores durante entrevista coletiva que será concedida na tarde desta quinta-feira.  O criminoso figura na lista dos mais procurados de Minas Gerais, devido a sua alta periculosidade. Ele tem envolvimento, segundo a polícia, no tráfico de drogas, roubos a bancos e de veículos, além de homicídios.

Entre os assassinatos relacionados a ele estão de um empresário e de um advogado, que foram mortos com tiros de fuzil. O empresário foi morto em fevereiro de 2018 no Bairro Santa Cruz, na Região Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), Adriano Costa Vale estava em um Captiva junto com a avó, de 83 anos.

Um carro parou ao lado do dele e, segundo o boletim de ocorrência, quatro passageiros atiraram várias vezes. Munições de fuzil calibre 762 foram encontradas. A idosa que também estava no carro teve ferimentos leves.

O outro caso foi em outubro de 2013 e teve como alvo Jayme Eulálio de Oliveira. O advogado, contratado para fazer a defesa da quadrilha nos tribunais, foi executado por dois homens encapuzados na entrada do prédio em que morava, na Rua Cecília Fonseca Coutinho, no Bairro Castelo, na Pampulha.

As investigações apontaram que Jayme havia recebido R$ 100 mil para fazer a defesa dos envolvidos em um assalto a um ponto de combustível. No entanto, o advogado não conseguiu libertar os bandidos, que pediram a quantia de volta. Após negar devolver o dinheiro, Jayme de Oliveira foi assassinado em uma emboscada.

Saída da Nelson Hungria


Totó já esteve preso na Penitenciária Nelson Hungria, mas acabou solto no ano passado. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pois há indícios de irregularidades na soltura dele e de outras detentos.

As irregularidades começaram a ser apuradas depois que a Vara de Execuções Criminais (VEC) de Contagem recebeu informação da possível soltura dos detentos. Foi verificado que os presos receberam alvarás de soltura mesmo com execução penais em curso. Quando o alvará é concedido, a soltura passa por um crivo antes de autorizar o detento deixar a prisão.

Uma delas é a consulta do Setor de Arquivos e Informações (Setarin), responsável pelo acervo de mandados de prisão cadastrado no Sistema de Informações Policiais (SIP). O órgão é de responsabilidade da Polícia Civil. Quando há algum tipo de impedimento, como uma execução ativa, o Setarin geraria um impedimento.


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