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Estado de Minas

Proximidade do período de frio liga alerta para circulação da Influenza em Minas

Vírus da gripe já circula pelo Brasil e obrigou Ministério da Saúde a antecipar a campanha de vacinação no Amazonas. Minas traça estratégias para período que deve ter mais casos do que no ano passado


postado em 21/03/2019 06:00 / atualizado em 21/03/2019 08:08

Este ano a campanha de vacinação está prevista para começar em 15 de abril e encerrar em 31 de maio(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press %u2013 13/6/18)
Este ano a campanha de vacinação está prevista para começar em 15 de abril e encerrar em 31 de maio (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press %u2013 13/6/18)

O frio se aproxima e junto a ele uma preocupação: o aumento da gripe. A incidência de casos provocados pelo influenza no exterior liga o alerta das autoridades de saúde do Brasil. O vírus já circula pelo país. Prova disso, é que o Ministério da Saúde antecipou a Campanha Nacional de Vacinação no Amazonas. A expectativa é que em 2019 mais pessoas sejam infectadas em todo país. Em Minas Gerais não deve ser diferente. Somente nesses primeiros meses do ano, 187 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo cinco por Influenza. Um deles do tipo B e outros quatro por H1N1. Uma das formas de se prevenir e/ou atenuar os sintomas é por meio da vacinação. A campanha nacional está prevista para iniciar em 15 de abril. A novidade será a ampliação da imunização para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias). Antes, a idade máxima era 5 anos.

As estratégias para enfrentar mais um período da gripe já foi traçado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Entre elas, o monitoramento de ocorrências da doença em outros países, o que vem servindo de alerta. “No mundo inteiro observa-se um aumento no número de casos de influenza, indicando que devemos ter uma grande circulação do vírus da gripe no próximo período de sazonalidade. A vigilância tem como prioridade conhecer a circulação do vírus e alertar os profissionais que atuam nos serviços de saúde. É assim que garantimos que o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e que o doente tenha acesso ao medicamento em tempo oportuno”, explicou a pasta, por meio de nota.

Os casos de SRAG provocadas por influenza aumentaram 16% em 2018. Foram 348 pessoas diagnosticadas com o vírus, contra 300 em 2017. Em relação as mortes, a situação é ainda pior. O número quase dobrou entre um período e o outro. Foram 98 no ano passado, contra 50 em 2017. A maioria dos casos foi de H1N1, o mesmo que já infectou quatro pessoas neste ano em Minas Gerais.

Mesmo assim, a preocupação deve ser com todo os tipos de vírus do Influenza. “Qualquer quadro de influenza, seja do tipo A ou B, principalmente em pessoas mais vulneráveis como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou imunodeficiências, é preocupante. Recomenda-se para pessoas dos grupos de maior risco que mantenham os cuidados preventivos de saúde, como a vacinação nos períodos de campanha contra a gripe e medidas gerais de prevenção. Caso apresentem condições clínicas que possam potencializar o agravamento clínico a partir do adoecimento, importante procurar tratamento médico-hospitalar”, disse a SES/MG.

A transmissão do vírus influenza acontece por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada por meio da tosse, espirro, ou pelas mãos, após contato com superfícies recém-contaminadas. Os casos ocorrem durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, doença associada, possuem um risco maior de desenvolver complicações.

VACINAÇÃO
Uma forma de evitar a gripe e/ou atenuar os seus sintomas é por meio da vacina. Neste ano, Minas Gerais terá que vacinar 5,3 milhões de pessoas para alcançar a meta estabelecida pelo Ministério da saúde. A Campanha Nacional de Vacinação está prevista para começar em 15 de abril e vai até 31 de maio, sendo o Dia D de mobilização marcado para 4 de maio.

Devem se vacinar adultos com 60 anos ou mais de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

 

Proteja-se

Histórico de casos por influenza

Ano    casos    morte
2009    1270    214
2010    21    4
2011    62    11
2012    283    54
2013    661    148
2014    152    36
2015    89    15
2016    1059    291
2017    300    50
2018    348    98

INFORMAÇÃO SEGURA
Saiba o que é mito e o que verdade sobre a gripe e a vacina contra a doença

MITOS

1. É possível pegar gripe pela vacina?
Não. A vacina contra a gripe é feita com o vírus morto. Portanto, é 100% segura e incapaz de provocar a doença nas pessoas que são vacinadas.

2. Em gestantes, a vacina faz mal para o bebê?
Pelo contrário. É muito importante a vacinação das grávidas, pois quando a mãe é vacinada o bebê também fica protegido.

3. A única forma de prevenir a gripe é tomando a vacina?
A vacina contra a gripe é a melhor e mais segura forma de se proteger contra a doença, porém, existem outras medidas importantes que ajudam na prevenção:

VERDADES

1. É preciso tomar a vacina todos os anos?
Sim. Por dois motivos: primeiro, porque a imunidade da vacina se mantém por um período de aproximadamente 12 meses; segundo, porque a cada ano há vírus diferentes circulando, que causam tipos diversos de gripe. A fórmula é produzida a partir dos que estão mais propensos a aparecer durante o período de vacinação.

2. A gripe pode matar?
Se não for tratada a tempo, a gripe pode causar complicações graves e levar à morte, principalmente nos grupos de alto risco, como pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de 5 anos, gestantes e doentes crônicos.

3. Gripe e resfriado são doenças diferentes?
Embora os sintomas sejam muito parecidos, os vírus que causam a gripe e o resfriado são diferentes. A gripe é uma doença mais grave, que causa febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta e exige mais cuidados para não provocar pneumonia. Já o resfriado é mais brando e dura menos tempo.

Fonte: Ministério da Saúde

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