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Estado de Minas

Polícia Federal apura ameaças contra comissão de cota da UFMG

PF investiga denúncia de que estudante reprovado no sistema enviou e-mails com ameaças à comissão que avalia o perfil de candidato que se inscreveu para ocupar a reserva de vagas que tem três modalidades: deficiência, socioeconômico e racial


postado em 20/03/2019 16:55 / atualizado em 20/03/2019 18:42

Ameaças provocaram medo em servidores e alunos da UFMG(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Ameaças provocaram medo em servidores e alunos da UFMG (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Ameaças supostamente feitas por um aluno reprovado no sistema de cotas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão sendo investigadas pela Polícia Federal (PF). Em e-mails, o estudante afirmou que iria atirar em pessoas que fazem parte da comissão, formada por pessoas ligadas à comunidade acadêmica.

O grupo avalia o perfil de candidato que se inscreveu para ocupar a reserva de vagas que tem três modalidades: deficiência, socioeconômico e racial. A universidade informou que já identificou o IP da conexão de onde mensagens ameaçadoras foram enviadas e repassou a informação para a PF. Afirmou, ainda, que a rotina na UFMG não foi alterada.

De acordo com uma fonte da UFMG, que preferiu o anonimato, o autor das ameaças enviou cinco e-mails. Nas mensagens, afirmava que iria invadir a sala onde estavam os integrantes da comissão e atiraria nas pessoas.  A informação circulou entre servidores, que ficaram amedrontados.

Por meio de nota, a UFMG confirmou as ameaças e a investigação, embora não tenha confirmado a vinculação com a banca de cotas raciais. “A UFMG recebeu mensagens em tom ameaçador, enviadas a uma caixa de correio eletrônico institucional por um usuário anônimo, supostamente não aprovado para ingresso em alguma modalidade de reserva de vaga”, diz o texto.

A instituição iniciou as apurações para tentar identificar o autor. “A universidade identificou o IP da conexão que foi utilizada para enviar as mensagens e acionou a Polícia Federal, a quem cabem as investigações. As matrículas ocorrem normalmente e não há qualquer alteração na rotina da universidade”, concluiu.


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