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Estado de Minas

Mulheres que acusam tatuador de abuso devem procurar a delegacia, orienta delegada

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as denúncias de abuso sexual no estúdio na Savassi. Caso está sendo mantido em sigilo pela corporação


postado em 20/03/2019 15:20 / atualizado em 20/03/2019 15:32

Inquérito foi aberto nessa terça-feira pela Polícia Civil(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Inquérito foi aberto nessa terça-feira pela Polícia Civil (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

As investigações sobre as Denúncias de abusos sexuais contra um dos tatuadores de um estúdio localizado na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, continuam. A delegada Ana Paula Balbino, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, orienta as mulheres que tenham sido vítimas do homem a procurar a Polícia Civil para realizar o registro.

Ao menos, 40 mulheres utilizaram as redes sociais para relatar terem sido vítimas do homem enquanto realizavam uma tatuagem. O número de pessoas que formalizaram as denúncias junto a polícia não foi divulgado pela Polícia Civil. Segundo a corporação, as informações estão sendo mantidas em sigilo para não atrapalhar as investigações.

As histórias vieram à tona depois que a ativista e professora de literatura Duda Salabert, que também foi candidata ao Senado nas últimas eleições, utilizou o Instagram para falar sobre sua preferência em tatuar com profissionais mulheres. Depois da publicação, recebeu diversas mensagens de mulheres relatando casos de abusos, entre eles, os casos da empresa da capital mineira.

Equipes da Polícia Civil iniciaram nessa terça-feira diligências, consideradas imprescindíveis pela corporação. Uma mulher foi ouvida.

Entre as histórias recebidas pela ativista, grande parte relatava um profissional que trabalha no estúdio na Savassi. Os relatos são de casos que ocorrem desde 2012. Em contato com a reportagem, Duda afirmou que está em contato com uma promotora do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para ver qual atitude será tomada dentro da rede de proteção à Mulher.

Relatos


Os abusos relatados pelas vítimas teria acontecido de várias formas. Em uma mensagem compartilhada por Duda, algumas delas deram detalhes. “Foi minha primeira tatuagem. Foi na costela. O cara me deixou deitada com o peito de fora, sendo que era na costela e nem precisava. E com a mão nos genitais dele”, relatou. “A tatuagem era minúscula e ele me fez ficar lá horas”, completou.

Outra mulher afirmou que foi abusada em 2016 no mesmo lugar. “Eu fiz uma tatuagem em 2016 bem abaixo do umbigo, onde a calcinha tampa. O tatuador falou que era melhor se eu tirasse a calcinha em vez de puxar. Fique meio incomodada, mas tirei. Foram umas três, quatro horas de sessão e toda hora sentia que ele estava pressionando a mão dele na minha vagina”, contou.


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