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Estado de Minas

Início das novas obras no Viaduto Leste depende do clima em BH

Licitação para novas intervenções no Viaduto Leste foi homologada e terá investimento de R$ 714,5 mil. Previsão é que comece este mês, mas chuva pode adiar o início dos trabalhos


postado em 06/01/2019 06:00 / atualizado em 06/01/2019 07:38

Problemas de dilatação na estrutura do elevado foram encontrados e terão de ser corrigidos, mas trabalho será feito à noite para não atrapalhar o tráfego na região(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Problemas de dilatação na estrutura do elevado foram encontrados e terão de ser corrigidos, mas trabalho será feito à noite para não atrapalhar o tráfego na região (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)


Já está homologada a licitação lançada no fim do ano passado para novas obras no Viaduto Leste, no Complexo da Lagoinha, no Hipercentro de Belo Horizonte. As intervenções demandarão investimento de R$ 714,5 mil e, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), devem começar ainda neste mês, se o tempo ajudar. O elevado passou por obras entre fevereiro de 2015 e julho de 2018. Mas vistorias localizaram problemas em juntas de dilatação, que serão corrigidos agora. Desta vez, os serviços devem ocorrer à noite, para reduzir o impacto no trânsito, evitando transtornos como nos 41 meses em que ficou fechado para a construção de novas alças e faixas, testando a paciência dos condutores nas avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos.

As obras no Complexo da Lagoinha já entraram na rotina dos moradores da cidade. Por mais de três anos, o conjunto de elevados passou por seguidas intervenções para receber uma nova configuração. Em julho de 2018, elas foram encerradas com a instalação de uma nova alça no Viaduto Leste. Foi justamente durante essas intervenções que os novos problemas foram detectados. Ao mover as barreiras da pista do elevado, foi constatado o desgaste das juntas de dilatação.

Devido a isso, uma licitação foi lançada no fim do ano passado. Na última edição do Diário Oficial do Município (DOM) de 2018, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi) fez a homologação para iniciar os serviços. “Em vistorias, constatou-se o desgaste natural das juntas de dilatação, pois se trata de estrutura antiga e com intenso fluxo de tráfego. A substituição das juntas de dilatação tem o objetivo de prolongar a vida útil da estrutura, garantir o funcionamento adequado das juntas, melhorar a drenagem e dar mais conforto de trânsito”, afirmou a Secretaria, por meio de nota. A pasta lembrou que o serviço será feito na parte antiga da estrutura, que tem mais de 20 anos de existência.

A expectativa é que os trabalhos sejam iniciados ainda em janeiro. Porém, a Smobi destaca que dependerá das condições climáticas. A execução deve durar 60 dias, após a emissão da primeira ordem de serviço. E a empresa terá que remover as juntas deterioradas, preparar e instalar as novas juntas de dilatação, além de fornecer materiais, insumos e mão de obra.

MONITORAMENTO CONSTANTE Uma das maneiras de antever os problemas que podem ser causados nas estruturas dos viadutos e economizar, visando às manutenções que sejam preventivas e não corretivas, é o monitoramento constante. Uma licitação foi lançada em novembro para continuar o serviço na cidade, mas acabou sem nenhuma empresa interessada. Ainda está sendo estudado pela prefeitura se haverá uma republicação do edital.

O certame foi lançado para contratar empresa para o acompanhamento visual e topográfico de seis elevados, cinco deles construídos para a Copa do Mundo, dando continuidade ao monitoramento dos pontilhões na cidade. Eles estão justamente no corredor formado pelas duas avenidas em que estava o Viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou em 3 de julho de 2014 deixando dois mortos e 23 feridos já no meio do campeonato mundial de futebol, além de outros quatro que também tiveram problemas apontados por consultorias contratadas na época da tragédia com o Guararapes pela Sudecap.

O monitoramento previsto na licitação, que incluía investimentos de até R$ 378 mil, seria para um prazo de até dois anos de trabalho depois da assinatura da primeira ordem de serviço. O objetivo era garantir inspeções visuais da situação de cada viaduto e também levantamentos topográficos para medir as movimentações das estruturas. O trabalho visual contempla, por exemplo, corrosões em armaduras aparentes, desplacamento de concreto, vazios na concretagem, entre outros.

De acordo com a Sudecap, não houve empresas interessadas em participar desse processo licitatório “ou seja, a licitação está deserta”. “A Diretoria Jurídica e o corpo técnico da Sudecap já estão avaliando a republicação do edital”, informou.

 

Solução para antigo problema

 

As obras no Complexo da Lagoinha/Viaduto Leste tiveram início para resolver uma antiga demanda: solucionar o problema de quem deixa os bairros e segue para o Centro de Belo Horizonte. Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, as intervenções permitem a chegada de ônibus da Avenida Cristiano Machado por via exclusiva à Região Central pela Rua São Paulo, o acesso de carros da Cristiano Machado ao Hipercentro pela Rua Rio de Janeiro, a chegada de carros da Cristiano Machado à Praça da Estação e aos hospitais pela Avenida do Contorno, além da chegada de carros da Antônio Carlos à Praça da Estação e aos hospitais pela Contorno. Atualmente, o acesso dos ônibus ao Centro pela Antônio Carlos já é feito por vias exclusivas desde a Pampulha.

O elevado de 690 metros, considerando as mãos de ida e volta – apenas o Viaduto Leste, que foi a nova alça construída, tem 160 metros –, tem ajudado a aliviar o tráfego de veículos, que sempre foi intenso na região. Antes das obras, as largas pistas da Cristiano Machado e da Antônio Carlos afunilavam até o Centro da capital, gerando problemas para os motoristas.

Caminhos das pedras do Complexo da Lagoinha

FEVEREIRO DE 2015: Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) inicia obras no Viaduto Leste, com previsão de término no primeiro semestre de 2016. Operários trabalharam nas fundações e execuções de partes não visíveis aos motoristas. Investimento planejado é de R$ 59 milhões


FEVEREIRO DE 2016: Prefeitura interdita alça de acesso ao Viaduto Leste para içamento de vigas


JULHO DE 2016: Interferências de redes, que não estavam previstas, motivaram alterações no projeto. Pilares, ferragens e armações de concreto estão aparentes. No mesmo mês, trânsito é alterado na Avenida do Contorno


MAIO DE 2017: Novas alterações no tráfego nas imediações do pontilhão. Desta vez, a Rua Curitiba passa a operar em apenas um sentido

 

JUNHO DE 2017: BHTrans realiza operação para chegada de vigas de novo viaduto na Lagoinha

 

AGOSTO DE 2017:  Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) implementa

bloqueios no Viaduto Leste para garantir o içamento de uma viga no Viaduto Leste


ABRIL DE 2018: Prefeitura libera duas alças do mais novo viaduto do Complexo da Lagoinha, dando acesso às ruas São Paulo (ônibus) e Rio de Janeiro (carros de passeio), além da Praça da Estação. No dia 24 do mesmo mês, a BHTrans anuncia alteração na mureta do Viaduto Leste e interdita totalmente o pontilhão. A intervenção pretendia estender o acesso ao viaduto novo a quem usa o elevado Leste para deixar o Hipercentro.


MAIO DE 2018: Começam as obras de recuperação do asfalto no Viaduto Leste. Com isso, a saída da Avenida do Contorno para entrada nas avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos muda para contramão


JULHO DE 2018: No dia 2, PBH libera o acesso ao elevado pela Antônio Carlos. No dia 24, as intervenções chegam ao fim com a reabertura da segunda alça do Viaduto Leste, que liga quem sai da Avenida Cristiano Machado à Avenida dos Andradas, próximo à Praça da Estação. Obras custaram R$ 61,6 milhões

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