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Estado de Minas

Nova alça do Viaduto Leste é pouco usada por motoristas no Complexo da Lagoinha

Falta de conhecimento da novidade é um dos motivos que, para BHTrans, leva condutores a ainda usarem acesso antigo da Cristiano Machado ao Centro


postado em 29/08/2018 06:00 / atualizado em 29/08/2018 08:04

Fluxo ainda é baixo no novo acesso inaugurado há um mês no Complexo da Lagoinha(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A PRESS)
Fluxo ainda é baixo no novo acesso inaugurado há um mês no Complexo da Lagoinha (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A PRESS)
Enquanto mais um passo é dado para a construção da Via 710, obra que estava prevista para ser entregue em 2016, outros novos acessos ainda estão sendo pouco usados por motoristas em Belo Horizonte. É o caso da nova alça do Viaduto Leste, liberada há mais de um mês para os carros que seguem pela Avenida Cristiano Machado e desejam passar pela Praça da Estação. Eles preferem usar o acesso antigo, o que deixa o outro lado deserto mesmo em horários de picos. Já a Via 710 passa por uma etapa de intervenções. Ontem, o trânsito foi interditado nas alças de acesso da Avenida José Cândido da Silveira para a Rua Gustavo da Silveira, no sentido Centro/bairro. A previsão é de que essa nova etapa dure aproximadamente dois meses.

As longas filas nos horários de pico na saída do túnel no Complexo da Lagoinha já viraram rotina na vida dos motoristas. Na nova configuração apresentada depois da entrega da nova alça do Viaduto Leste – ainda pouco utilizada – os motoristas que chegam pela Avenida Cristiano Machado e seguem para o Centro podem pegar os dois acessos. A primeira entrada os leva à região da Praça Sete, passando pela Rua Rio de Janeiro. A segunda dá acesso direto à Avenida do Contorno, próximo da Praça da Estação.


Para a BHTrans, um dos motivos para o pouco tráfego nas alças é a falta de conhecimento dos motoristas. “As novas alças do Viaduto Leste foram liberadas em 24 de julho e, gradativamente, os motoristas vão utilizando as novas opções e decidindo qual delas os atende melhor. Apesar de toda a divulgação pela mídia, alguns motoristas, por costume, ainda pegam a alça antiga”, disse a autarquia. Na primeira alça há uma abertura que leva para o acesso novo, mas futuramente esse ‘atalho’ deverá ser interditado. “Ela vai permanecer aberta justamente para que os motoristas se adequem e entendam as opções no Viaduto Leste. Não há previsão, neste momento, de fechar essa possibilidade de acesso à Andradas pela alça antiga”, completou a BHTrans.


Enquanto ainda tentam entender as mudanças no Complexo da Lagoinha, os condutores devem também se acostumar com as alterações no trânsito para a construção da Via 710 (confira mapa), que vai ser um percurso entre as avenidas José Cândido da Silveira e Cristiano Machado. Desde o fim da manhã de ontem, as alças de acesso da Avenida José Cândido da Silveira para a Rua Gustavo da Silveira, no sentido Centro/bairro, foram interditadas.

(foto: Arte/EM)
(foto: Arte/EM)


Devido às alterações, um ponto de ônibus que se encontra dentro da área interditada, na Rua Gustavo da Silveira, será realocado. De acordo com a BHTrans, faixas de pano e placas indicativas foram implantadas na região. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito vão monitorar o trânsito durante a execução das obras.


Nesta etapa, segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), serão realizados serviços de drenagem, recuperação do pavimento, passeio, sarjeta e meio-fio. “Os serviços começam na alça da Avenida José Cândido da Silveira (em frente à estação, ao lado do Cetec) e vão até o retorno próximo à Rua Minduri, no Bairro Santa Inês, Regional Leste. Essas intervenções têm duração prevista de aproximadamente dois meses”, explicou.


A intervenção completa, feita com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverá terminar no segundo semestre de 2019, aproximadamente três anos depois do previsto inicialmente (2016), abrindo um novo trajeto entre as avenidas dos Andradas e Cristiano Machado, trecho de aproximadamente cinco quilômetros.

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