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Estado de Minas

Barreira que poderia evitar acidente na Lagoinha está implantada pela metade

Estrutura que poderia antecipar batida mais leve por conta de altura máxima só está na saída da Cristiano Machado. Antônio Carlos não tem essa opção


postado em 21/08/2018 13:50 / atualizado em 21/08/2018 13:56

Acesso à trincheira pela Avenida Antônio Carlos tem placa de aviso da altura máxima permitida, mas não oferece um pórtico que sirva de anteparo para cargas que excedam o limite permitido(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Acesso à trincheira pela Avenida Antônio Carlos tem placa de aviso da altura máxima permitida, mas não oferece um pórtico que sirva de anteparo para cargas que excedam o limite permitido (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
A estrutura que poderia prevenir acidentes no Complexo da Lagoinha por conta da altura de vigas de concreto está parcialmente instalada e não foi suficiente para evitar novos danos. Quem sai da Cristiano Machado pelo Túnel da Lagoinha encontra a sinalização de altura máxima de 4,5 metros seguida de duas estruturas zebradas em amarelo e preto sustentadas por uma corrente nesse patamar de 4,5 metros. Por si só, essa estrutura seria suficiente para que o caminhão a acertasse antes de chegar na trincheira danificada na noite de domingo.

 

Atualmente, uma faixa da BHTrans ainda está esticada no mesmo nível aproximado de 4,5 metros e provavelmente teria sido arrancada caso o caminhão que causou o acidente tivesse passado por ali. Uma falha desse ponto é que as duas placas não ocupam toda a extensão da pista, apenas duas das três faixas, o que ainda abre brecha para que um caminhão passe pelo canto, sem encostar nas duas placas.

Quem sai do túnel encontra aviso de altura máxima que será encontra a 500 metros, mas também duas placas zebrada no patamar limite que serve de anteparo para cargas excedentes antes que elas causem acidentes graves. Uma das placas está encoberta pela faixa(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Quem sai do túnel encontra aviso de altura máxima que será encontra a 500 metros, mas também duas placas zebrada no patamar limite que serve de anteparo para cargas excedentes antes que elas causem acidentes graves. Uma das placas está encoberta pela faixa (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)

 

O problema maior é que o veículo pesado carregado com uma retroescavadeira que na noite de domingo acertou a trincheira do Complexo da Lagoinha saiu da Avenida Antônio Carlos, segundo a coordenadora administrativa da Terraplenagem Modelo, empresa dona da carreta e da retroescavadeira que se envolveram no acidente.

E a chegada ao Complexo da Lagoinha por essa avenida, apesar de ter vários alertas da altura máxima permitida, não possui o mesmo pórtico já instalado na altura limite para quem sai pela Cristiano Machado. Dessa forma, o condutor não teve como antecipar o problema batendo em um material mais leve e só percebeu o problema quando acertou as vigas de concreto e de metal já trafegando sob a trincheira.

Como a faixa da BHTrans tampa as duas placas zebradas, elas ficam mais visíveis vistas de trás. Na imagem, um caminhão com altura quase no limite permitido passa na faixa da direita, justamente onde as placas não alcançam (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Como a faixa da BHTrans tampa as duas placas zebradas, elas ficam mais visíveis vistas de trás. Na imagem, um caminhão com altura quase no limite permitido passa na faixa da direita, justamente onde as placas não alcançam (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)


O resultado foi a necessidade de fechar completamente o tráfego tanto na parte inferior, nos acessos ao Viaduto Oeste e à Avenida Nossa Senhora de Fátima, quanto superior, para quem sai da Pedro II e vai para Cristiano Machado, Antônio Carlos ou Bairro Floresta. No fim da manhã de ontem, a avaliação conjunta da Sudecap e da Defesa Civil reabriu parte do tráfego, apenas na parte inferior. A recuperação das vigas mantém o restante fechado por pelo menos uma semana, segundo a Sudecap, período de duração das intervenções para recomposição das vigas.

Em nota, a BHTrans informou que a placa zebrada amarela e preta não é obrigatória, mas sim um assessório. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a sinalização de altura máxima permitida, que está devidamente implantada em todos os acessos. 

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