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Estado de Minas

Saiba mais sobre a obra na Barragem Santa Lúcia, que deve ser concluída no fim do ano

Prefeitura de BH anuncia a retirada de 5 mil caminhões de rejeitos da Barragem Santa Lúcia, na Zona Sul. Kalil afirma que meta é evitar conhecidos alagamentos na Avenida Prudente de Morais


postado em 20/09/2018 06:00 / atualizado em 20/09/2018 07:44

Prefeito Alexandre Kalil visitou ontem as obras na represa e a abertura de via até a Avenida Nossa Senhora do Carmo(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Prefeito Alexandre Kalil visitou ontem as obras na represa e a abertura de via até a Avenida Nossa Senhora do Carmo (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)

Com capacidade de retenção de água de chuva ampliada em 30 mil metros cúbicos depois de obras de desassoreamento, a Barragem Santa Lúcia, no bairro de mesmo nome, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte deve evitar os conhecidos alagamentos na Avenida Prudente de Morais. A previsão foi reforçada pelo prefeito Alexandre Kalil (PHS), que visitou na manhã de ontem as obras em execução na represa, além das intervenções para abertura de uma via que ligará a área à Avenida Nossa Senhora do Carmo. Na ocasião, ele garantiu que a intervenção no lago estará pronta até o período chuvoso – que começa em outubro.

“Se vai alagar ou não, você vai ter que conversar com São Pedro e não comigo. Mas, (a barragem) está preparada para não alagar. São 30 mil metros cúbicos retirados – o que corresponde a 5 mil caminhões de seis metros cúbicos cada um. É uma obra importante pra evitar o que já aconteceu”, afirmou o prefeito.

O objetivo do procedimento é manter os níveis de água e capacidade de retenção da lagoa, que é de 100 mil metros cúbicos. O desassoreamento é uma importante etapa na prevenção de enchentes do Córrego do Leitão. A ação é executada pela equipe da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e o investimento é de cerca de R$ 1,8 milhão na obra.

Os trabalhos de desassoreamento da barragem, localizada no Parque Jornalista Eduardo Couri, foram inciados em junho. No primeiro momento, a comporta da represa foi aberta para que a área ficasse seca. Em seguida, as máquinas começaram a retirada de todo material depositado no fundo (terra e vegetação) para que, depois de limpa, a barragem tenha seu espelho d’água restabelecido.

A recuperação do espelho d’água da lagoa ocorrerá naturalmente, mas o prazo depende da vazão da nascente que abastece o lago e das condições climáticas. Segundo a prefeitura, o procedimento é necessário de tempos em tempos. O último trabalho de desassoreamento foi finalizado em agosto de 2013, sendo retirados cerca de 15 mil metros cúbicos de sedimentos. Na ocasião ocorreu ainda a recuperação das margens em pontos localizados e do espelho d’água, além de pequenas obras complementares.

(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)


OBSTÁCULOS Se as obras na represa já têm previsão de término, a implantação da Via do Bicão, ligação viária de 600 metros de extensão entre as avenidas Artur Bernardes, na Barragem Santa Lúcia, e Nossa Senhora do Carmo, na saída para a BR-356, está travada devido a pendências na desapropriação de imóveis. “A obra é promessa de campanha e estava muito largada. Estamos dependendo da desapropriação, mas vamos acertar, pagar. Essa obra melhora o trânsito, pois facilita para os moradores, assim como o acesso de ambulâncias e passagem de viaturas policiais”, disse o prefeito.

O aglomerado é composto pelas vilas Estrela, Santa Rita de Cássia e Barragem Santa Lúcia – distribuídas em uma área de 447 mil metros quadrados. As obras fazem parte do Programa Vila Viva, que incluem a implantação de infraestrutura urbana e sanitária, com abertura e ampliação do sistema viário local, implantação de redes de drenagem, esgotamento sanitário e abastecimento de água, entre outros. Das 587 unidades habitacionais prometidas, 410 já estão entregues.

Segundo a Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), responsável pela obra, 12 desapropriações necessárias para viabilizar as obras estão sendo discutidas na Justiça. A empresa municipal informa que todos os novos apartamentos serão destinados a moradores de áreas de risco ou serão usados por donos de casas que tiveram que sair de seus imóveis devido às obras.

Júlio Fessor, presidente de associação de moradores, disse que as desapropriações começaram de forma agressiva, mas acredita que o projeto vai beneficiar os moradores. “Quando começaram as desapropriações na gestão anterior, foi uma ação bem grotesca. Os moradores que foram removidos para prédios do outro lado da via reclamam muito de que estavam ‘ilhados’, pois não se integram mais com a favela e nenhum tipo de atividade foi transferida para lá. Mas já estamos trabalhando para levar oficinas, eventos para integrá-los. Qualquer progresso é bem-vindos e a obras já estão 70% concluídas. No fim, acreditamos que vai ser bom para a comunidade”, disse ele.

Para viabilizar todo o empreendimento, que beneficia aproximadamente 4 mil famílias, serão investidos cerca de R$ 157 milhões, dos quais R$ 39 milhões em contrapartida do município. A previsão é de que as obras sejam finalizadas no primeiro semestre de 2021.

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