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Estado de Minas

Mural da Gentileza: grafiteiros usam arte para valorizar população idosa em BH

Dezenas de artistas pintam muros do Centro de Referência da Pessoa Idosa (CRPI), por meio de programa da prefeitura;


postado em 02/09/2018 16:42

Ver galeria . 8 Fotos O grafite se torna meio de valorização dos equipamentos públicos municipais a partir do Programa Mural da GentilezaPaulo Filgueiras/EM/D.A Press
O grafite se torna meio de valorização dos equipamentos públicos municipais a partir do Programa Mural da Gentileza (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )
O domingo é de muita arte de rua no Centro de Referência da Pessoa Idosa (CRPI) Vereador Sérgio Ferrara, localizado na Avenida Dom Pedro II, no Bairro Caiçaras, Região Noroeste da cidade. No local, dezenas de artistas combinam talento, crítica social e sprays para decorar as dependências internas e externas do CRPI e valorizam a estrutura responsável por oferecer atividades culturais e sociais aos idosos residentes em BH.

 

Presente à ocasião, a primeira-dama de Belo Horizonte, Ana Laender ressaltou as novidades trazidas pelo Mural da Gentileza. “Essa iniciativa possibilita a sociedade participar da construção dessa nova paisagem da cidade. Hoje, o CRPI está sendo um piloto, a primeira execução que a gente está fazendo. Eu acredito que é uma possibilidade para a gente colorir e deixar nossa cidade mais alegre e legal”, destacou. Segundo ela, ainda não há previsão da próxima estrutura atendida pelo projeto. 

 

O programa se regulamenta a partir do Decreto 16.964, publicado na última quinta-feira no Diário Oficial do Município (DOM). Além dos grafites, a prefeitura promete também apoiar a construção de jardins verticais para valorizar a aparência das estruturas pertencentes ao Executivo municipal.

Há quase 20 anos espalhando gentileza pela cidade, o grafiteiro Seres, de 37 anos, elogiou a iniciativa da PBH. Segundo ele, o apoio do prefeito Alexandre Kalil (PHS) à arte vai na contramão do que acontecia nos tempos de Márcio Lacerda. “Quando a gente investe menos em repressão e pensa a arte como possibilidade, acho que todo mundo tem a ganhar. Nunca se viu tanta acessibilidade à arte como tem se visto agora”, pontuou.

No caso do trabalho realizado neste fim de semana, os grafiteiros foram selecionados por meio de uma triagem da própria prefeitura e receberam um cachê pelo serviço prestado, por meio de uma parceria do poder público com uma empresa privada. Os artistas ganharam um kit de materiais, no qual selecionaram a paleta de cores que gostariam de trabalhar. Além disso, receberam todo apoio técnico, como andaimes, cadeiras e alimentação.

 

 

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