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Estado de Minas

Servidores fazem protesto contra nova proposta para Hospital Odilon Behrens

PBH faz estudos para mudar a administração do hospital: de autarquia pública municipal para serviço social autônomo. Sindibel diz que mudanças pode prejudicar funcionamento do hospital


postado em 29/08/2018 10:10 / atualizado em 29/08/2018 11:39

Sindibel realizou o ato reivindicando a participação de usuários e trabalhadores na definição do destino do hospital(foto: Fernando Rocha/Assessoria de imprensa Sindibel)
Sindibel realizou o ato reivindicando a participação de usuários e trabalhadores na definição do destino do hospital (foto: Fernando Rocha/Assessoria de imprensa Sindibel)

Os servidores do Complexo Hospitalar Metropolitano Odilon Behrens fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira em frente a unidade, localizada no Bairro Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Isso porque a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) faz estudos para mudar a administração do hospital: de autarquia pública municipal para serviço social autônomo (SSA).

Diante disso, o Sindicato dos Servidores Públicos de Belo Horizonte (Sindibel) realizou o ato reivindicando a participação de usuários e trabalhadores na definição do destino do hospital. Segundo o presidente do sindicato, Israel Arimar, a mudança pode prejudicar o funcionamento da unidade de saúde.

"Hoje em dia, trata-se de uma autarquia pública municipal e, com a possível mudança de administração, perde o vínculo direto com o hospital. Os servidores são transferidos para a Secretaria Municipal de Saúde. Ou seja, em qualquer momento, eles podem ser retirados do hospital", explicou Arimar. São cerca de 2.600 funcionários concursados que se sentem ameaçados pela mudança.
 
A transferência da administração também muda o regime de contratação, que passa a ser pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo o sindicato, isso  gera grande rotatividade como já acontece no Hospital Célio de Castro, na Região do Barreiro.

Inicialmente, o atendimento no Odilon Behrens era destinado aos funcionários da PBH, mas a partir de 1989 o hospital foi integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS), assumindo, com esta mudança, a atenção universal aos usuários. "Em um primeiro momento, não terá grandes mudanças para a população. O prefeito Alexandre Kalil garantiu que não irá privatizar o hospital. Mas, o hospital se torna frágil porque futuras administrações terão mais facilidade para privatizá-lo totalmente. Quem garante que a promessa será mantida?", questionou. 

Um outro exemplo de SSA é o  Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) –  que, segundo o sindicato, abriu uma porta para o particular e o convênio, reduzindo a entrada dos usuários do SUS.

Ainda segundo o presidente do sindicato, o estudo não apresenta detalhes de como seria a mudança. "Não está claro e isso nos deixa muito apreensivos. Por isso, nos reunimos aqui hoje para mostrar nossa insatisfação. Queremos que a administração se mantenha", concluiu o presidente do sindicato.

A PBH, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), informa que "o assunto está em análise e que é  importante ressaltar que não há qualquer possibilidade de privatizar o hospital." 

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