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Estado de Minas

Funcionária da PUC assediada por segurança será indenizada

Mulher teria sido agarrada no momento em que apagava as luzes do teatro da universidade


postado em 28/08/2018 21:45 / atualizado em 28/08/2018 22:03

(foto: Reprodução/ Google Street View)
(foto: Reprodução/ Google Street View)
Uma funcionária da PUC Minas, unidade São Gabriel, Região Nordeste de Belo Horizonte, ganhou, nesta terça-feira (28), na Justiça, o direito a indenização no valor de R$10 mil após sofrer assédio de um agente de segurança que prestava serviço para a instituição. A decisão é da 6ª Vara Cível de Belo Horizonte. Cabe recurso à segunda instância.

De acordo com o processo, a mulher foi surpreendida quando um funcionário de uma empresa terceirizada tentou agarrá-la no momento em que apagava as luzes do banheiro do teatro da universidade. A funcionária conseguiu se livrar do homem e comunicou o ocorrido à Polícia Militar, mas o agressor conseguiu fugir antes da chegada da viatura.

Durante o julgamento, duas testemunhas foram ouvidas. A primeira afirmou que viu a funcionária chorando no fundo do teatro por volta das 22h30min. A segunda afirmou que o segurança envolvido no caso deixou o serviço antes do horário de costume, reforçando a tese de que o agressor teria fugido.

Na decisão, a juíza Célia Vasconcellos reiterou a evasão do acusado. “Se não tivesse nada a esconder, teria aguardado no local o desenrolar dos fatos”, registrou a magistrada.

Em sua defesa, a Prosegur, empresa contratada pela PUC Minas, alegou que os funcionários da empresa são devidamente treinados e que a conduta deles é pautada por educação, cordialidade e atenção para com as pessoas. Além disso, afirmou que o segurança nunca praticou qualquer conduta que pudesse refletir em constrangimento para a funcionária.

*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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