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Estado de Minas

Começam obras de recuperação da Rua Genoveva de Souza, no Sagrada Família

Rua afundou há quase três anos devido a uma erosão. A previsão de término das obras é no primeiro semestre de 2019


postado em 10/08/2018 06:00 / atualizado em 10/08/2018 15:38

Tapumes isolam entrada da área em obras na Rua Genoveva de Souza, onde um abatimento no asfalto abriu crateras e trincas há quase três anos (foto: Túlio Santos/EM/DA Press)
Tapumes isolam entrada da área em obras na Rua Genoveva de Souza, onde um abatimento no asfalto abriu crateras e trincas há quase três anos (foto: Túlio Santos/EM/DA Press)

 

Depois de quase três anos de espera, os moradores do bairro Sagrada Família enfrentam o transtorno das obras na Rua Genoveva de Souza, mas a sensação é de alívio diante da solução dos problemas de contenção da encosta e drenagem, que em novembro de 2015 afundou devido a uma erosão. Desde então, moradores e comerciantes da região, motoristas e usuários do transporte coletivo colecionam uma lista de transtornos: dificuldades de acesso viário, no transporte público e falta de segurança. As obras de recuperação da via só se iniciaram no dia 26 de julho.

Por causa de um abatimento no asfalto, que resultou na abertura de uma cratera e trincas no pavimento, o trecho da Genoveva de Souza entre as ruas Jacques Luciano e Silvestre Ferraz foi interditado preventivamente em 10 de novembro de 2015. Com a rua fechada, motoristas enfrentam dificuldades na saída do bairro para o Centro, a Avenida Cristiano Machado e o Túnel da Lagoinha, antes tido como alternativa ao tráfego carregado da Avenida Silviano Brandão. Parte do bairro Sagrada Família, localizada entre a Cristiano Machado e as ruas Conselheiro Lafaiete e Pitangui, também sofreu o impacto da interdição.

De acordo com a PBH, foi pleiteado junto ao governo federal recurso de R$ 936,76 mil para execução dos trabalhos pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). O prazo de execução das obras é de 240 dias após a assinatura da primeira ordem de serviço. Dessa forma, a previsão de término das obras é no primeiro semestre de 2019. A licitação para contratar a empresa que vai trabalhar no local foi aberta somente em março e a ordem de serviço assinada em 23 do mês passado.

As intervenções na Rua Genoveva de Souza vão contemplar os serviços e obras de muro de contenção em estrutura de concreto armado aparente e a implantação de rede de drenagem profunda, de 600 milímetros, compreendendo demolições, escavações, aterros, execução de contenção em concreto armado, serralheria, passeios, substituição de meios-fios, retaludamento, plantio de grama, rede de drenagem, bocas de lobo, poço de visita, fresagem, recapeamento e sinalização de vias.

(foto: Túlio Santos/EM/DA Press)
(foto: Túlio Santos/EM/DA Press)


Em entrevista ao Estado de Minas, o diretor de relações institucionais da Associação dos Amigos e Moradores do Entorno do Estádio Independência, Adelmo Gabriel Marques, contou os transtornos que os moradores vêm sofrendo desde a interdição da rua. “A situação da rua hoje causa um problema muito sério para os condutores de veículos que sobem a Genoveva e querem acessar a Cristiano Machado ou pegam a Conselheiro Rocha para ir ao Bairro Cidade Nova”, comentou. Segundo ele, entre os problemas relatados pela população à associação está a presença de usuários de drogas na rua interditada, moradores de rua que urinam e defecam no local e também a mudança no itinerário dos ônibus da linha 9209. O fechamento bloqueou o tráfego entre as ruas Jaques Luciano e Silvestre Ferraz e desviou o itinerário do coletivo. Segundo a BHTrans, “como não havia previsão de conclusão das obras, foi implantada a alteração do itinerário em 11/7/2016”.

Para o superintendente da Sudecap, Henrique Castilho, o início das obras representa uma vitória para a cidade. “Licitar essa obra da Genoveva de Souza foi uma dificuldade muito grande, conseguir a verba, cumprir todos os processos legais de licitação para que a gente finalmente pudesse começar os trabalhos agora. Então é uma obra importante para a cidade, para quem mora e quem precisa trafegar pela via”, afirmou. *Estagiária sob supervisão do editor Roney Garcia

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