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Estado de Minas

PBH anuncia abertura de licitação para reparo em rua do Sagrada Família, em BH

O afundamento do piso na Rua Genoveva de Souza é de 2015 e as obras para consertar o problema vêm sendo adiadas desde a administração anterior


postado em 08/03/2018 22:41 / atualizado em 09/03/2018 00:16

Asfalto da Rua Genoveva de Souza cedeu em 2015(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Asfalto da Rua Genoveva de Souza cedeu em 2015 (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Um antigo problema, que é a recuperação da Rua Genoveva de Souza, no Sagrada Família, Leste de Belo Horizonte, que se arrasta desde novembro de 2015. Foi aberta nesta quinta-feira, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, a licitação para obras na via, onde um afundamento no asfalto a deixou interditada.

Serão executados os serviços e obras de muro de contenção em estrutura de concreto armado aparente e a implantação de rede de drenagem profunda na rua Genoveva de Souza. A obra está orçada em aproximadamente R$ 1,1 milhão e o prazo de execução é de 240 dias após a assinatura da primeira ordem de serviço.

Uma série de adiamentos da administração municipal, falta de projeto e de recursos para execução da obra resultaram em um lamentável descaso para comerciantes e moradores do Sagrada Família, além de motoristas que trafegam pelo bairro. Durante o período eleitoral, em visita à Genoveva de Souza, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) disse que resolveria o problema. Novamente a intervenção foi anunciada para 2017, mas a falta de recursos teria adiado a intervenção.

A Rua Genoveva de Souza é uma via de mão única que funciona como saída do bairro para motoristas que seguem no sentido das avenidas Silviano Brandão, Cristiano Machado e José Cândido da Silveira, passando pela Rua Conselheiro Lafaiete. Tem ainda importante papel de escoamento do fluxo em dias de jogos na Arena Independência, quando cerca de 20 mil torcedores vão ao estádio.

Conhecido no passado como “buracão”, o trecho da Rua Genoveva de Souza onde o asfalto afundou já foi cenário de tragédias. Era um quarteirão inteiro sem asfalto ou calçamento, com enorme cratera no meio, no alto de um barranco. Na época das chuvas, tudo piorava com a lama e os deslizamentos.

Foi lá que uma família de cinco pessoas foi soterrada na década de 1980. Após grande mobilização da comunidade, foi construído pela Sudecap um arrimo, que resolveu o problema. Entretanto com a implementação do novo plano de mobilidade urbana no Sagrada Família, motivado principalmente pela reinauguração da Arena Independência, a rua passou a ser a única via paralela a Pitangui de mão única para quem trafega do Horto até a Av. Silviano Brandão e alguns afirmam que o afundamento da pista foi provocado pela trânsito pesado.

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