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Estado de Minas

Moradores do Sagrada Família seguem à espera da liberação da Rua Genoveva de Souza

Questionamento feito por uma das empresas que participa da licitação para a obra pode atrasar um pouco mais a recuperação da via. Pedido de revisão aguarda resposta dos outros envolvidos no processo


postado em 16/05/2018 06:00 / atualizado em 16/05/2018 11:08

Buraco no asfalto da Rua Genoveva de Souza: moradores esperam que as obras de recuperação da via tenham início em julho (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Buraco no asfalto da Rua Genoveva de Souza: moradores esperam que as obras de recuperação da via tenham início em julho (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)

Quase três anos após a interdição da Rua Genoveva de Souza, no Bairro Sagrada Família, Região Leste de Belo Horizonte, provocada por erosão na pista, moradores seguem na expectativa para o início das obras de recuperação da via. A licitação para contratar a empresa que vai trabalhar no local foi aberta somente em março e está em andamento. A última movimentação foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de ontem: uma interposição de recurso administrativo por parte de uma das construtoras interessadas na licitação contra o resultado de julgamento das propostas comerciais, publicado em 3 de maio. A partir daí, as demais empresas podem apresentar contrarrazões. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), esse é um ato normal do processo licitatório, previsto em lei.

O prazo de execução das obras é de 240 dias após a assinatura da primeira ordem de serviço. A intervenção está orçada em R$ 1.138.894,04. “Não havia previsão anterior de obras, pois a prefeitura precisava captar recursos junto ao governo federal para sua execução. Uma vez que conseguiu esse recurso, a Secretaria de Obras publicou a licitação”, explicou a secretaria, por meio de nota.

As intervenções na Rua Genoveva de Souza vão contemplar os serviços e obras de muro de contenção em estrutura de concreto armado aparente e a implantação de rede de drenagem profunda, de 600 milímetros, compreendendo demolições, escavações, aterros, execução de contenção em concreto armado, serralheria, passeios, substituição de meios-fios, retaludamento, plantio de grama, rede de drenagem, bocas de lobo, poço de visita, frezagem, recapeamento e sinalização de vias.

O diretor de relações institucionais da Associação dos Amigos e Moradores do Entorno do Estádio Independência, Adelmo Gabriel Marques, disse que os moradores da região acompanham a licitação e a expectativa é de que as obras comecem em julho. “A última notícia que temos é que esse contrato já tem a empresa vencedora e que ele está para ser assinado”, comentou, ressaltando que espera que a intervenção comece antes do período chuvoso. “A situação da rua hoje causa um problema muito sério para os condutores de veículos que sobem a Genoveva e querem acessar a Cristiano Machado ou pegam a Conselheiro Rocha para ir ao Bairro Cidade Nova”, comentou.

Moradores seguem na expectativa para que a intervenção, que custará cerca de R$ 1,13 milhão e tem prazo de execução estimado em 240 dias, saia do papel. (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Moradores seguem na expectativa para que a intervenção, que custará cerca de R$ 1,13 milhão e tem prazo de execução estimado em 240 dias, saia do papel. (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)


Segundo ele, entre os problemas relatados pela população à associação está a presença de usuários de drogas na rua interditada, moradores de rua que urinam e defecam no local e também a mudança no itinerário dos ônibus da linha 9209. O fechamento bloqueou o tráfego entre as ruas Jaques Luciano e Silvestre Ferraz e desviou o itinerário do coletivo. Segundo a BHTrans, “como não havia previsão de conclusão das obras, foi implantada a alteração do itinerário em 11/7/2016”.

O trecho da Rua Genoveva de Souza entre as ruas Jacques Luciano e Silvestre Ferraz foi interditado em 10 de novembro de 2015. “Não foi possível constatar a causa exata da erosão da via, pois, à época, a rede da Copasa no local não tinha se rompido e não foram constatados indícios de umidade significativa no material erodido”, justifica a Secretaria de Obras. “No entanto, suspeita-se que, no passado, quando houve um deslizamento no local, a compactação do aterro não tenha sido suficiente, proporcionando com o passar do tempo e a atuação de alguns motivos externos um carregamento de finos, consequentemente, gerando a erosão e o abatimento”.

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