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Estado de Minas

No dia de São Cristóvão, padre pede 'cautela e prudência' aos motoristas

Padroeiro dos condutores foi celebrado nessa quarta-feira na capital. Ao fim das missas, padre Sebastião abençoou chaves de táxis, motos, carros de passeio, vans e outros, além de documentos como carteira de habilitação e identidade


postado em 26/07/2018 06:00 / atualizado em 26/07/2018 08:12

Missas durante o dia lembraram o padroeiro dos motoristas(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Missas durante o dia lembraram o padroeiro dos motoristas (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)

As mãos que seguram o volante também se unem em preces para pedir proteção e bênçãos ao longo do caminho. Ontem, dia consagrado a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, centenas de pessoas participaram de missas, de manhã até a noite, e da procissão no entorno do templo do Bairro São Cristóvão, na Região Nordeste de Belo Horizonte. “Nas avenidas e ruas, quem dirige um veículo precisa, em primeiro lugar, de paciência. É preciso ser humilde, respeitar as leis e o próximo, e saber que, no trânsito, há corresponsabilidade”, disse o titular da Paróquia de São Cristóvão, padre Sebastião Acácio.

Ao fim das missas, padre Sebastião abençoou chaves de táxis, motos, carros de passeio, vans e outros, além de documentos como carteira de habilitação e identidade. Lembrando a grande incidência de acidentes nas estradas, o religioso pediu “cautela e prudência” aos condutores, no momento em que, diante de uma grande fila em torno do templo católico, aspergiu água benta com um ramo. Como mostrou o Estado de Minas em sua edição de ontem, a mortalidade dispara nas pistas que cortam o estado da maior malha viária do país, pois, desde a saída para o recesso escolar, foram registrados mais de 30 óbitos nas rodovias – 10 deles apenas na terça-feira.

Na missa das 15h, presidida pelo padre visitante Geraldo Guilherme da Silva, da Paróquia Santos Anjos da Guarda, houve comemoração dos 25 anos do clube dos devotos e amigos. Também preocupado com a situação de violência nas estradas, padre Guilherme destacou a necessidade de respeito às leis de trânsito para se evitarem acidentes. “Obediência ao Código de Trânsito é primordial. Torna-se fundamental também que os motoristas respeitem a Lei Seca”.

PROTEÇÃO Com a camisa estampada com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, de quem é devoto, pois nasceu em 8 de dezembro, data da santa, o policial Gil César de Paula, de 48, pediu proteção de Deus e de São Cristóvão para o dia a dia. “Tenho muita fé e precisamos dela no dia a dia, pois há muita violência.” Também na missa das 15h, o taxista Cléber Reinaldo da Silva, morador de Contagem, na Grande BH, explicou que todo 25 de julho visita a igreja. “Realmente, a paciência é o mais importante. Rezar me ajuda muito no trânsito”, afirmou.

Mais mortes na contramão


A violência nas estradas que cortam Minas Gerais durante as férias escolares do meio do ano não para. Desde a última sexta-feira, quando o movimento começou a aumentar nas rodovias em função das folgas de julho, pelo menos 33 pessoas morreram, média de 2,5 mortes todos os dias em BRs e também MGs que passam pelo estado. Em um dos últimos episódios de desastres rodoviários, uma situação inusitada. Duas pessoas morreram em uma batida de frente entre carro e caminhão na Rodovia Fernão Dias, trecho da BR-381 que liga Belo Horizonte a São Paulo. O acidente aconteceu em Extrema, no Sul de Minas, mas o fato de a batida ter ocorrido em um local onde as pistas são duplicadas com barreira física dividindo os fluxos opostos chamou a atenção. Como as duas pessoas que estavam no carro que invadiu a contramão morreram, não foi possível colher versões que explicassem o que ocorreu para o veículo estar no sentido errado.

 

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