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Estado de Minas

Instituto de Criminalística fará os exames de DNA dos mortos na BR-251

Dificuldade em reconhecer os corpos das vítimas do acidente na BR-251 adias as últimas homenagens de parentes


postado em 18/07/2018 06:00 / atualizado em 18/07/2018 08:19

Estudante Natália Araújo de Almeida (esq) era natural de Salinas. Neli e Celina Ribeiro de Lima, filha e mãe, viajavam no Doblô. Motorista Fábio de Almeida Dias era de Rio Pardo de Minas (foto: Facebook/Reprodução da internet)
Estudante Natália Araújo de Almeida (esq) era natural de Salinas. Neli e Celina Ribeiro de Lima, filha e mãe, viajavam no Doblô. Motorista Fábio de Almeida Dias era de Rio Pardo de Minas (foto: Facebook/Reprodução da internet)

As famílias das oito vítimas que morreram no trágico acidente ocorrido na manhã de segunda-feira, no perigoso trecho da BR-251, na subida da Serra de Francisco Sá, no Norte de Minas, enfrentam um novo drama: ainda não sabem quando os parentes serão velados e sepultados devido às dificuldades de identificar os corpos, que ficaram completamente carbonizados. O acidente aconteceu no Km 474 da rodovia e envolveu 11 veículos – cinco carros de passeio, cinco carretas e um ônibus. Além dos mortos, 53 pessoas ficaram feridas e uma segue desaparecida.

Inicialmente, os corpos foram encaminhados para necropsia e trabalhos de reconhecimento no Instituto Médico-Legal (IML) de Montes Claros, na mesma região do estado. Mas, no final da tarde de ontem, o órgão informou que, como as vítimas ficaram muito carbonizadas, não é possível a identificação e o reconhecimento pelas famílias. Por isso, os corpos terão que ser encaminhados para o Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte, para a identificação por intermédio do exame de DNA. Para identificação, também será usado o material coletado dos familiares das vítimas.

Parentes da aluna do curso de mestrado em biotecnologia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Natália Araújo de Almeida, natural de Salinas, também no Norte de Minas, uma das vítimas do acidente, permaneceram praticamente todo o dia de ontem no IML de Montes Claros, aguardando a liberação do corpo. O desespero entre eles aumentou quando foram informados de que não seria possível fazer a identificação pelo Instituto e que o material terá que ser encaminhado para Belo Horizonte. Em Salinas, outros parentes e amigos estavam ansiosos, aguardando pelo velório. 



COMOÇÃO
A tragédia provocou comoção e muita tristeza em Rio Pardo de Minas, ainda na mesma região do estado. O motivo de tamanha tristeza é que seis das oito pessoas mortas no grave acidente da BR-251 eram da cidade. O prefeito Marcos Vinícius Ramos (PSD) decretou luto oficial de três dias no município.

As vítimas de Rio Pardo de Minas estavam em um Fiat Doblô da Secretaria Municipal de Saúde, que levava pacientes com os acompanhantes para tratamento médico em Montes Claros. Apenas um dos sete ocupantes do carro sobreviveu: o sargento da Polícia Militar Rafael Pedro Santana, que teve 90% do corpo queimado e ainda está internado em estado grave na Santa Casa de Montes Claros. Segundo informações da unidade de saúde, ele respira com ajuda de aparelhos.

Dos ocupantes do veículo de Rio Pardo, morreram no acidente, o motorista Fábio de Almeida Dias, de 28 anos, e os passageiros Juscelino Marques, de 42, que iria realizar uma consulta com um neurologista, Maria Francisca Santana, de 69, que tratava de câncer, Suely Gonçalves do Santos, de 34, Celina Ribeiro de Lima, de 71, e a sua filha, Neli Ribeiro de Lima. Suely e Celina eram submetidas ao tratamento de hemodiálise em Montes Claros, distante 310 quilômetros de Rio Pardo de Minas.

Ainda morreram no acidente a estudante Natália e Genildo Barbosa, de 32, que dirigia um carro da Prefeitura de Josenópolis, também envolvido no engavetamento. Ele também teve o corpo carbonizado.

Para a Santa Casa de Montes Claros, foram levadas seis pessoas vítimas do acidente. Além do sargento da PM, um outro homem de 42 anos segue internado. Outras quatro pessoas, entre elas uma criança de 5 anos, receberam alta ontem.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por causa de uma carreta baú com câmara fria carregada com melões, que bateu na traseira do Fiat Doblô e, desgovernada, atingiu outros veículos.

Ver galeria . 10 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )

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