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Estado de Minas

Rio Pardo de Minas aguarda identificação de mortos no acidente da BR-251

Seis dos oito mortos eram de Rio Pardo. Famílias ainda não sabem quando corpos serão velados, devido à dificuldade para a identificação


postado em 17/07/2018 12:38 / atualizado em 17/07/2018 15:27

Neli Ribeiro de Lima, a mãe dela, Celina Ribeiro de Lima, de 71 anos, e o motorista Fabio de Almeida Dias, 28, da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Pardo, morreram no acidente(foto: Reprodução da internet/WhatsApp)
Neli Ribeiro de Lima, a mãe dela, Celina Ribeiro de Lima, de 71 anos, e o motorista Fabio de Almeida Dias, 28, da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Pardo, morreram no acidente (foto: Reprodução da internet/WhatsApp)

Os moradores de Rio Pardo de Minas, no Norte de Minas, vivem clima de consternação nesta terça-feira. O motivo de tamanha tristeza é que seis das oito pessoas mortas no grave acidente da BR-251, eram de Rio Pardo.

 

O acidente envolveu 11 veículos, na manhã de segunda-feira, no perigoso trecho da rodovia na Serra de Francisco Sá. O prefeito da cidade Marcos Vinicius Ramos (PSD) decretou luto oficial de três dias ao município.

 

As famílias das vítimas enfrentam outro drama: ainda não sabem quando os parentes serão velados e sepultados, devido à dificuldade para identificar os corpos, que ficaram carbonizados. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Montes Claros, onde aguardam exames periciais de identificação para serem liberados.

A tragédia de segunda-feira ocorreu no km 474 da BR-251, no trecho entre Salinas e Francisco Sá, envolvendo cinco carretas, cinco carros de passeio e um ônibus. Além dos mortos, o acidente deixou 53 feridos. As vítimas de Rio Pardo de Minas estavam em um Doblò da secretaria municipal de Saúde que levava pacientes com os acompanhantes para tratamento médico em Montes Claros.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por causa de uma carreta baú com câmara fria, carregada com melões, que bateu na traseira do Fiat Doblô e, desgovernada, atingiu outros veículos.

O motorista de um ônibus, que havia parado para a passagem de outro veículo que vinha em sentido contrário, ao perceber a aproximação rápida da carreta de melões, arrancou e bateu lateralmente em três carretas, mas ninguém se feriu. No ônibus havia 16 passageiros.

Devido ao acidente, o trânsito no local ficou interrompido por 14 horas e somente foi liberado às 22h30m de segunda-feira – após serem formadas filas de cerca de 20 quilômetros nos dois sentidos da rodovia, uma das mais movimentadas do estado.

Ver galeria . 10 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )


IDENTIFICAÇÃO DAS VÍTIMAS

Apenas um dos sete ocupantes da Doblò sobreviveu, o sargento da Policia Militar Rafael Pedro Santana, que teve 90% do corpo queimado e ainda está internado, em estado grave, na Santa Casa de Montes Claros, respirando com ajuda de aparelhos.

Dos ocupantes do veiculo de Rio Pardo, morreram no acidente, o motorista, Fabio de Almeida Dias, de 28, e os passageiros Juscelino Marques, de 42, que iria realizar uma consulta com um neurologista; Maria Francisca Santana, de 69, que tratava de câncer; Suely Gonçalves do Santos, de 34; Celina Ribeiro de Lima, de 71; Neli Ribeiro de Lima (filha de Celina). Suely e Celina eram submetidas ao tratamento de hemodiálise em Montes Claros, distante 310 quilômetros de Rio Pardo de Minas.

Ainda morreram no acidente a estudante Natália Araujo de Almeida, natural de Salinas (Norte de Minas) e que era aluna do curso de mestrado em Biotecnologia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes); e Genildo Barbosa, de 32, que dirigia um carro da prefeitura de Josenópolis, também envolvido no engavetamento. Ele teve o corpo carbonizado.

Na Santa Casa de Montes Claros, foram levadas seis pessoas vítimas do acidente. Além do sargento da PM, um outro homem de 42 anos segue internado. Outras quatro pessoas, entre elas uma criança de 5 anos, receberam alta nesta terça-feira.

Confira os acidentes mais graves ocorridos na BR-251 em 2018


13 de janeiro
: seis veículos se envolvem em acidente perto de Bocaina, entre os municípios de Francisco Sá e Salinas, deixando 13 mortos e mais de 30 feridos. O acidente ocorreu por volta das 5h, no Km 400 da rodovia. De acordo com informações levantadas pela polícia na época, o acidente foi provocado por um caminhão, que transportava na carroceria o cavalinho de uma carreta (eixo dianteiro, cabine e motor), e que, desgovernado, avançou pela contramão numa reta perto de uma ponte, tendo desencadeado uma sequência de colisões.

2 de fevereiro: uma pessoa morreu depois que duas carretas bateram de frente no Km 361, em Padre Carvalho, Norte de Minas. Após a colisão, uma das carretas pegou fogo.

3 de março: dois caminhões bateram de frente e se incendiaram na BR-251, próximo a Francisco Sá, no Km 473. Os veículos eram de Capim Grosso (BA) e Caetés (PE). Os corpos dos motoristas foram encontrados já carbonizados, impossibilitando a identificação das vítimas.

11 de março
: três pessoas morreram na BR-251, em Salinas, também no Norte de Minas. O Corpo de Bombeiros recebeu informações de terceiros de que o responsável pela tragédia teria sido o motorista de uma carreta bitrem carregada de bobinas de aço, pois ele teria usado drogas e ingerido bebida alcoólica e por isso praticava manobras perigosas na pista, o que não foi confirmado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ainda segundo informações que chegaram ao conhecimento dos bombeiros, o motorista também brigava com a companheira dentro da cabine enquanto dirigia. Essas manobras teriam motivado a queda de bobinas de aço da carreta, que acertaram dois carros que seguiam no sentido Salinas/Montes Claros da rodovia e caíram em uma ribanceira. (Com Cristiane Silva)

 

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