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Estado de Minas

Perícia deve apontar em 30 dias causas de acidente aéreo em Bom Despacho

Duas pessoas morreram e tiveram os corpos carbonizados, dificultando sua identificação


postado em 15/07/2018 14:14 / atualizado em 15/07/2018 14:35

(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Autoridades investigam as circunstâncias que levaram ao acidente aéreo ocorrido na tarde desse sábado, em Bom Despacho, Região Centro-Oeste de Minas Gerais. A queda de um avião perto do aeroporto da cidade deixou duas pessoas mortas. Segundo a Polícia Civil, a perícia compareceu ao local da tragédia, realizou diversas diligências para apurar o fato e se comprometeu a divulgar, em 30 dias, um laudo pericial para esclarecer os motivos do desastre.

As vítimas tiveram os corpos carbonizados, o que dificulta a identificação, que agora depende de, no mínimo, exames de DNA. Por enquanto, as famílias ainda não foram oficialmente comunicadas das mortes, justamente porque os ocupantes da aeronave não foram reconhecidos com certeza, embora tenham sido recolhidos documentos de Leonardo Traugott e Eryan Rathel.

O acidente aconteceu por volta das 16h40. Testemunhas informaram que o avião fazia acrobacias, como um looping, uma espécie de giro, quando perdeu potência e caiu. “Houve uma movimentação de aeronaves acima do normal no aeroporto de Bom Despacho, e tinha um avião, segundo as pessoas, que estava no local, realizando manobras. Apenas um. E esse seria o avião que caiu”, explicou o tenente Thales Gustavo de Oliveira Costa, comandante do Posto Avançado do Corpo de Bombeiros de Bom Despacho. A aeronave caiu em uma mata, em área de difícil acesso.


Conforme informações do sargento Camilo, do Posto Avançado do Corpo de Bombeiros de Nova Serrana, o pai de Leonardo Traugott, supostamente piloto do avião acidentado, assegurou que o filho embarcara por volta das 15h, em Pará de Minas, com destino a Bom Despacho. Mas, como dito anteriormente, a confirmação da identidade das vítimas precisará de exames periciais.

A AERONAVE

O modelo envolvido no acidente é um Eagle II, fabricado pela empresa americana Christen. A aeronave, preparada para fazer acrobacias, tem capacidade para apenas duas pessoas, o piloto e o passageiro. O avião envolvido na queda ostentava o prefixo PR-ZTE. Foi produzido em 1982 e adquirido pelo último proprietário no início de fevereiro de 2014. Sua situação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) era regular, com o certificado de autorização de voo experimental expedido pelo órgão.

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