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Estado de Minas

OAB/MG denuncia ''corredor polonês'' para agredir presos em São Joaquim de Bicas

Segundo denuncia, detentos são espancados com socos, chutes e tapas. O "corredor polonês" caracteriza-se como "crime de tortura" e "crime contra a vida, de gravidade relevante, cruel, imprescritível e inafiançável"


postado em 14/07/2018 14:31 / atualizado em 14/07/2018 14:59

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), Willian dos Santos, denunciou às autoridades que servidores das unidades prisionais estariam fazendo "corredor polonês" com os detentos – forma de castigo físico em que um indivíduo deve passar correndo entre duas fileiras de pessoas que o agridem – nas unidades prisionais de Bicas 1 e de Bicas 2, na cidade de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de BH.

No documento, enviado para às autoridades, Willian afirma que "Tais práticas, segundo as reiteradas denuncias, constituem-se de um corredor ladeado por servidores mascarados, o que lhes garante o anonimato, que obrigam presos e detentos a passarem no meio central, onde são espancados com socos, chutes, tapas e são utilizados, entre outras coisas, como o famoso ''spray de pimenta''."

Ainda segundo a denúncia, tais praticas acontecem durante à noite, "sem alguma motivação e ao arrepio da lei", contrárias e sem conhecimento da diretoria local e nem das demais autoridades.

Caso a denúncia seja confirmada, o "corredor polonês" caracteriza-se como "crime de tortura e crime este contra a vida, de gravidade relevante, cruel, imprescritível e inafiançável."

Assim, requer das autoridades a abertura de investigações, identificando vitimas e autores. Também foi recomendando, por meio do documento, uma campanha de conscientização para orientar e reeducar as pessoas que operam no sistema prisional.

O documento, enviado nessa sexta-feira, foi destinado ao Secretário Adjunto da Seap (Washington Clarck dos Santos), Ouvidor da Policia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros (Paulo Vaz Alckimin), Ouvidor do Sistema Prisional do Estado de Minas Gerais, além de uma juíza e um promotor da Comarca de Igarapé.

A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou, por meio de nota, que os fatos trazidos pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG, por meio do seu presidente, Willian Santos, sofrerão o crivo do devido processo legal, como apuração pormenorizada e, caso haja a comprovação dos fatos, a responsabilização dos seus autores. 

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