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Estado de Minas

Polícia prende dupla que confessou ter matado idoso para roubar porque estava sem dinheiro

Um dos bandidos, que foi ex-funcionário da vítima, foi reconhecido em imagens de centro comercial ao fazer compras com cartão de débito do aposentado que forneceu a senha para não ser morto


postado em 21/06/2018 18:26

Um ex-funcionário do aposentado Celso Baptista Alves, de 77 anos, é um dos dois homens presos em flagrante pelo assassinato do idoso em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime, definido como “ato tenebroso” pelo delegado Gustavo Almeida, da 2ª Delegacia de Furtos e Roubos, como, foi cometido por Elias Felizardo Ramos, que conhecia a rotina da vítima, e seu comparsa João Pedro Pinheiro Alípio. Os dois estão presos à disposição da Justiça.

A dupla confessou ter matado Celso, que era dono de um sítio em Betim, no Condomínio Quintas das Aroeiras, onde funcionava um pesque pague. Na manhã da terça-feira, eles o cercaram quando chegava em sua propriedade rural, para onde ia com frequência. O idoso era bastante conhecido nos bairros Esplanada e Abadia, Leste de Belo Horizonte, onde morou maior parte de sua vida e criou seus filhos e netos. Os autores disseram ao delegado que precisavam de dinheiro e decidiram roubar o aposentado.

“Eles contaram que estavam sem dinheiro e resolveram roubar Celso pois, segundo Elias, que trabalhou para a vítima, ele andava sempre com boa quantia em dinheiro no bolso. Porém, o idoso reconheceu Elias e por isso foi assassinado na noite da terça-feira, mesmo sem ter reagido, entregando o dinheiro que tinha e informando a senha de seu cartão bancário”, explicou o policial.

Ainda na manhã e tarde da terça, com o cartão de débito em mãos, Elias foi a um shopping de Betim, na caminhonete da vítima, onde comprou aparelhos e chips de telefone celular, entre outros produtos que pretendia vender para fazer dinheiro. Em dinheiro, cada um dos bandidos ficou com R$ 250,00. Celso Alves ficou em seu sítio amarrado, acompanhado de João Pedro.

A dupla, então decidiu matá-lo, colocando uma corda em seu pescoço e a puxando cada um de uma extremidade, estrangulando-o. Além de cometer o crime de latrocínio, matar para roubar, os bandidos também foram preso por ocultação de cadáver, já que colocaram fogo no corpo do idoso e na caminhonete dele.

O delegado Almeida, apesar de toda sua experiência policial, em entrevista coletiva se disse impressionado com as circunstâncias do crime, pela forma como os dois homens “dizimaram” o corpo da vítima. Um “ato tenebroso”, afirmou o delegado, que calcula que os envolvidos podem pegar até 36 anos de prisão pelo latrocínio e ocultação de cadáver.

“Quando fomos à casa do Elias, para apreender o simulacro de arma de fogo, seus parentes ficaram chocados ao saber como que ele assassinou o Celso. As famílias se conheciam há mais de 25 anos. A vítima já tinha ajudado mais de uma vez a família do Elias, dando oportunidades de trabalho a seus parentes”, contou Gustavo.

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