Publicidade

Estado de Minas

Governo federal aceita escalonar reajuste de 88% do metrô, diz deputado

Este ano, segundo coordenador da bancada mineira, deputado Fábio Ramalho, aumento seria de, no máximo, 30%. Presidente ligou para parlamentar e disse que atenderá reivindicação de parlamentares mineiros


postado em 09/05/2018 21:28 / atualizado em 10/05/2018 07:48

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)

O reajuste de 88% da tarifa do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte será escalonado, com previsão de aumento máximo de 30% este ano. Previsto para entrar em vigor amanhã, o aumento deve ser adiado. A informação é do coordenador da bancada mineira no Congresso Nacional, deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), que na noite desta quarta-feira recebeu ligação do presidente Michel Temer (PMDB) confirmando que a reivindicação dos parlamentares do estado para o parcelamento da recomposição tarifária será atendida.

De acordo com Ramalho, no começo da noite toda a bancada mineira no Congresso (deputados e senadores) se reuniu com o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, e reivindicou a divisão em três ou quatro cotas do reajuste da tarifa na capital mineira, que saltaria de R$ 1,80 para R$ 3,40 amanhã. “O presidente me ligou pouco depois da reunião e disse que Esteves lhe apresentou as reivindicações e que seriam atendidas. Pedi a ele que mantivesse contato também com o Baldy (ministro das Cidades, Alexandre Baldy) para que nesta quinta-feira já tenhamos uma posição de como fica o escalonamento da recomposição, em três ou quatro anos”, explicou Fábio Ramalho.

A proposta da bancada mineira, de acordo com o deputado, é de que o aumento deste ano fique entre 25% e 30%, e que seja aplicado apenas no segundo semestre. As demais parcelas, que poderiam ser mais duas ou três, ainda dependeriam de um índice a ser calculado pelo Ministério das Cidades. Os parlamentares mineiros esperam que o ministro Baldy anuncie ainda hoje como vão ficar os reajustes.

Desde que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) anunciou o aumento de 88% na tarifa do metrô de BH, na segunda-feira, além dos protestos de usuários, o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro) representou no Ministério Público Federal (MPF), questionando o novo valor, considerado abusivo. O MPF ainda não se posicionou em relação a questão. Na manhã de hoje, o Ministério Público Estadual, por meio do Procon, deu início a um procedimento para apurar se o reajuste é abusivo. Parlamentares estaduais e municipais também se mobilizaram para representar no MPE contra o aumento.

À tarde, antes da reunião com a bancada mineira, por meio de nota, o Ministério do Planejamento informou que não se trata de uma decisão da pasta o parcelamento e adiamento da recomposição da tarifa. “É um diálogo em conjunto com Ministério das Cidades, o Conselho de Administração da empresa, com a participação do Ministério do Planejamento. A decisão final cabe ao Conselho”, disse o comunicado, que destacou que o ministro Esteves se demonstrou favorável à possibilidade de escalonamento. À noite ninguém foi encontrado no ministério para confirmar se as reivindicações da bancada mineira serão atendidas.

Segundo o deputado Fábio Ramalho, o ministro Colnago entendeu que um aumento desse porte vai penalizar o orçamento de mais de 200 mil pessoas que utilizam o metrô diariamente na capital mineira e Contagem.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade