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Estado de Minas

Ministro admite analisar proposta de aumento gradual de tarifa do metrô em BH

A sugestão foi levada pelo deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), presidente da Comissão de Viação e Transporte (CVT) da Câmara Federal, ao ministro do Planejamento, Esteves Colnago


postado em 08/05/2018 21:17 / atualizado em 08/05/2018 23:06

Usuários questionam qualidade do serviço do metrô e consideram nova tarifa abusiva(foto: Alexandre Guzanches/EM/D.A.Press)
Usuários questionam qualidade do serviço do metrô e consideram nova tarifa abusiva (foto: Alexandre Guzanches/EM/D.A.Press)
A elevação de 88% da tarifa do metrô repercutiu nesta terça-feira em Brasília. O deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), presidente da Comissão de Viação e Transporte (CVT) da Câmara Federal, solicitou ao ministro do Planejamento, Esteves Colnago, que reveja o reajuste proposto da tarifa, que na capital mineira salta de R$ 1,80 para R$ 3,40. a partir da sexta-feira.

Na segunda-feira, quando a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) confirmou o aumento, além dos protestos de usuários, o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro) representou no Ministério Público Federal (MPF), questionando o novo valor.

Na reunião nesta terça com o ministro, o deputado Domingos Sávio sugeriu que o reajuste seja feito de forma gradativa para que a população não seja penalizada com o aumento acima de 80%. “Há um desequilíbrio entre os custos do metrô e as tarifas que vêm sendo cobradas. É um erro antigo porque as tarifas não foram corrigidas adequadamente. É preciso ter um planejamento e não jogar a conta nas costas do trabalhador de uma vez. O reajuste deve acompanhar a inflação e ser feito ao longo de vários anos”, declarou o parlamentar.

Segundo o presidente da CVT, Colnago afirmou que está aberto a discutir o assunto para encontrar uma solução. Ele anunciou também recursos para a suplementação orçamentária da CBTU. “O ministro assumiu o compromisso de rever a decisão e propor ao conselho administrativo da companhia para que a tarifa seja reajustada de forma gradativa. Ele anunciou que está aumentando, por decreto, de imediato, o orçamento da CBTU em R$ 28,4 milhões e enviará um projeto de lei para a Câmara de mais R$ 93 milhões de suplementação orçamentária”, afirmou Domingos Sávio.

O reajuste, o maior em toda história do metrô, foi proposto em meio a ameaça de cortes e até de paralisação do sistema de transporte em Belo Horizonte, devido à falta de verba orçamentária para operação do serviço. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) anunciou o aumento de mais de 88% na tarifa do transporte, que passa a valer a partir da sexta-feira, dia 11. É também o mais alto reajuste do transporte público da capital mineira, pelo menos desde 2008. 

 O anúncio do novo valor chega justamente no momento em que o Ministério das Cidades havia admitido a busca por pelo menos R$ 60 milhões para garantir o funcionamento do metrô em BH e outras quatro capitais sem interrupções, diante do contingenciamento de verbas para a CBTU em 2018 aprovado pelo Congresso Nacional. O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais não tem dúvida de que a conta caiu no bolso da população, que terá que pagar mais que o sistema não corra o risco de parar.

Já a companhia justificou o aumento dizendo que a tarifa está congelada há 12 anos na capital mineira e que, por isso, a receita do metrô não evoluiu de forma compatível com o aumento dos custos. O sistema que atende hoje a 210 mil pessoas por dia é composto de apenas uma linha, de 28,1 quilômetros, e teve a última estação inaugurada há 16 anos, segundo site da própria CBTU.

A companhia informou que haverá aumento também em capitais como Recife, João Pessoa, Natal e Maceió. A CBTU argumenta que “a recomposição parcial das perdas inflacionárias busca o fortalecimento do transporte de passageiros sobre trilhos, sendo medida fundamental para continuidade da operação e manutenção do serviço prestado”. Em BH, onde está a linha de trens urbanos da CBTU com menor percurso, o usuário passa a pagar os R$ 3,40 pela passagem; em Recife, R$ 3; e em João Pessoa, Natal e Maceió, R$1.

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