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Estado de Minas

Lançado em BH programa nacional que busca revolucionar coleta de lixo

Projeto Lixo Zero, Social 10! pretende inovar no tratamento e destinação de resíduos sólidos no país. Proposta visa gerar mais empregos na área de reciclagem, possibilitando o reaproveitamento de 100% do lixo.


postado em 08/05/2018 17:28 / atualizado em 08/05/2018 20:25

Projeto propõe fim de lixões irregulares, como no em torno do Parque do Rola Moça(foto: Fabiane Niemeyer/Flickr)
Projeto propõe fim de lixões irregulares, como no em torno do Parque do Rola Moça (foto: Fabiane Niemeyer/Flickr)
Foi lançado nesta terça-feira em Belo Horizonte o projeto “Lixo Zero, Social 10!”, que promete revolucionar o sistema de coleta de lixo, tratamento e destinação de resíduos sólidos do país, foi lançado hoje que será lançando na próxima terça-feira (8), às 8h, em Belo Horizonte. O evento foi pela manhã na Assembleia Legislativa, quando foi apresentada a proposta que promete gerar mais empregos na área de reciclagem, possibilitando o reaproveitamento de 100% do lixo.

Com abrangência em todo o território brasileiro, o projeto da Confederação do Elo Social prevê a implantação de usinas de reciclagem em Minas, em sistema de consórcios, para atender as necessidades de todas as cidades do estado. “Junto com a usina de reciclagem do lixo, proporcionamos a inclusão social, por meio da constituição de cooperativas de trabalho e ofertas de cursos de capacitação para a população. Além disso, o projeto oferecerá às empresas parceiras, a tecnologia e o suporte técnico na implantação das usinas”, explica o presidente da confederação, Jomateleno dos Santos Teixeira.

No evento foram apresentadas as plantas utilizadas para a construção das usinas. Serão quatro áreas de atuação: os Centros de Triagem e Transbordo (CTT), lixo hospitalar, crematório de animais e compostagem. “É importante lembrar que as usinas têm o objetivo de acabar com os aterros sanitários, reaproveitando as riquezas do lixo com inclusão social”, destaca Teixeira.

Ainda de acordo com o dirigente, Belo Horizonte foi escolhida para o lançamento do “Lixo Zero Social 10” por reunir as condições necessárias para a implantação efetiva de um sistema de tratamento de resíduos sólidos, com áreas e locais adequados para a implantação das usinas. A Confederação do Elo Social propõe a implantação de 162 usinas para atender as necessidades de todo o estado mineiro.

Dados do órgão apontam, ainda, que Minas Gerais produz, diariamente, cerca de 20 mil toneladas de resíduos sólidos para uma população de 20 milhões de habitantes, com uma concentração de 2,5 milhões de pessoas em Belo Horizonte. Depois de um ano e meio de estudos e pesquisas no território mineiro, foi possível mapear as necessidades do estado. Ao mesmo tempo, levantamentos técnicos identificaram as áreas privadas disponíveis nas localidades onde as usinas serão instaladas. Os locais estão de acordo com as normas técnicas estabelecidas para a implantação de usinas do gênero.

Neste ano, o programa “Lixo Zero Social 10” entrará em funcionamento em diversos estados do país, com o apoio das empresas: Arcelormittal, Gerdau, Vetorzero, CadBim – Consultoria e Projetos Integrados, New Holland, Projeto Ambiental, Nave Therm – Equipamentos Industrias, Sil Fios e Cabos Elétricos, CS Eletro, Positivo Informática, Bosh, Forzan, Portobello, Tecnobriq Briquetadeiras, Reflorestadores Unidos, Toledo, Polimix, Origetc Automação Industrial, Bandeirante Industria de Máquinas, ER-BR Energia Renovável, Sprano, Stemac, Madis, Intelbrás e outras. Hoje existem, em média, cinco investidores de olho no projeto, além de fundos de pensões árabes e empresários coreanos interessados na aquisição de todas as usinas que compõem o programa.

O projeto funciona como se fosse uma franquia. “Criamos e estruturamos todo o sistema com tecnologia moderna e economicamente eficaz. As empresas entram como parceiros fazendo os investimentos necessários na construção das usinas. A Confederação do Elo Social oferece a tecnologia e o suporte técnico. Trata-se de um modelo de negócio, no qual os investidores têm rápido retorno financeiro, uma vez que as usinas dão muito lucro. Porém, a diferença é que o lado social é muito forte. Investimos pesado nas pessoas”, ressalta Jomateleno.

De acordo com o presidente da confederação, em outros países o lixo é tratado de maneira diferenciada, pois entendem o verdadeiro valor. “Aqui no Brasil, a cultura ainda é muito diferente. No entanto, quando as pessoas perceberem que podem realmente ganhar muito dinheiro com o lixo vão dar mais valor. Não existe crise para esse modelo de negócio, já que ninguém para de fabricar lixo”, argumenta.

Em Minas Gerais o programa já está avançado. “Já temos uma lista de terrenos em condições de aquisição pelos futuros investidores.  Em média, serão necessários aproximadamente R$ 20 milhões para cada uma das usinas”, destaca. As áreas previstas para a implantação do “Lixo Zero Social 10” são capazes de absorver todo o complexo de recepção, tratamento e destinação final dos resíduos.

 De acordo com Jomateleno, por concentrar a maior parte da população, a Região Metropolitana de Belo Horizonte deverá ter mais centros de triagem e transbordo. Ele ressalta, ainda, que o diferencial das usinas desenvolvidas pela Confederação para as empresas que já trabalham com o lixo no Brasil hoje é, principalmente, a reciclagem e o reaproveitamento de 100% do lixo. “A implantação das usinas acabará com todos os lixões ilegais e aterros sanitários e estará totalmente adaptada para o mercado nacional”, conclui.

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